Gestão 2023/2025: foco na prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres  

Divulgação juíza Cirlene, de blazer preto e camiseta branca, sentada com a equipe de trabalho durante semana da Justiça pela Paz em Casa
Equipe em atuação na Semana Justiça Pela Paz em Casa, que em 2023 conseguiu movimentar 4.791 processos

Garantir a adequada solução de conflitos e a promoção de uma cultura de igualdade e equidade de gênero, estabelecendo mecanismos de apoio às vítimas, responsabilização dos agressores, parcerias e articulação com a rede de serviços, e uma prestação de serviços eficiente. Esses são os focos da Meta 25 do Plano de Gestão (2023/2025) que visa à realização de ações de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres, nos eixos de atuação definidos pelo Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid).

Para garantir a solução de conflitos que envolvam mulheres em situação de violência física, psicológica, moral, patrimonial e institucional, a coordenadora da Cevid e gestora da Meta 25, juíza Cirlene Maria de Assis Santos Oliveira, diz que a Coordenadoria implementou ações de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres em diversos eixos de atuação.

juiza Cirlene sentada com uma caneta na mão; ela usa uma camiseta preta da campanha Sinal Vermelho
Juíza Cirlene Maria de Assis Santos Oliveira está à frente da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar 

Segundo a magistrada, os principais focos das ações de prevenção e enfrentamento à violência estão relacionados em cinco eixos de atuação. O primeiro deles é a “Prevenção à Violência”, que busca, por meio de campanhas educativas e de conscientização, promover a cultura de igualdade de gênero e prevenir a violência contra as mulheres.

"É de extrema importância que a sociedade seja sensibilizada para que a violência de gênero seja combatida desde suas raízes, construindo uma sociedade mais justa e igualitária", destaca.

Essa iniciativa, conforme a juíza, busca envolver a comunidade e desenvolver ações como: sensibilização sobre a Lei Maria da Penha e os direitos das mulheres, divulgação do serviço de acolhimento institucional e das medidas protetivas disponíveis, promoção de debates e rodas de conversa sobre o tema, distribuição de materiais educativos e informativos, e capacitação de profissionais e lideranças comunitárias para identificação e denúncia de casos de violência.

Neste sentido, no último ano, a Cevid, com o apoio do Centro de Comunicação (Cecom) do TJTO, produziu e disponibilizou nas contas oficiais do Poder Judiciário – YouTube e Instagram –, inúmeros conteúdos educativos acerca do tema. Dentre eles destacam-se os vídeos sobre o combate à violência doméstica e familiar contra a mulher e a campanha Sinal Vermelho, realizada em parceria com as farmácias e cartórios.  O objetivo é propagar, de forma rápida, clara e objetiva, informações de extrema relevância social, além da divulgação de diversas ações promovidas durante todo o ano pela Coordenadoria, podendo ser conferidas no site: tjto.jus.br.

 

 

Apoio às vítimas
O segundo eixo é o “Apoio às Vítimas”, por meio do qual são disponibilizados serviços especializados às mulheres vítimas de violência. “Isso inclui o acolhimento, orientação jurídica, acompanhamento psicológico e assistência social, visando oferecer suporte integral e o restabelecimento da autonomia e dignidade dessas mulheres”, diz a juíza.

A magistrada cita que, no âmbito do TJTO, foi instituído o Programa de Proteção, Acolhimento Humanizado e Solidário às Mulheres do Poder Judiciário do Tocantins (PAHS). “Este programa tem como objetivo estabelecer políticas, diretrizes e ações para prevenir e combater a violência doméstica e familiar praticada contra magistradas e servidoras do Poder Judiciário”, comenta, acrescentando que busca-se a implementação de um protocolo integrado de prevenção e medidas de segurança, a fim de garantir a proteção e o acolhimento adequado às mulheres vítimas de violência.

 

Responsabilização dos agressores
Já o terceiro eixo, a “Responsabilização dos Agressores”, consiste na implementação de projetos como o "Masculinidade em Reflexão" e o "Hombridade em Pauta". “Esses projetos promovem grupos reflexivos e educativos responsabilizantes, presencialmente e na modalidade de Ensino a Distância (EaD), com o objetivo de promover a reflexão e responsabilização das pessoas autoras de violência doméstica e familiar”, enfatiza.

 

Parcerias e articulação
Um importante eixo de atuação, conforme a gestora da Meta 25, é a criação de “Parcerias e Articulação com a Rede de Serviços”. “A Cevid atua de forma integrada e em parceria com outros órgãos e entidades, buscando potencializar as ações e garantir um atendimento qualificado e abrangente às mulheres em situação de violência”, relata, citando ainda que a Cevid também busca envolver comunidade e organizações da sociedade civil, por meio da realização de audiência pública, com o objetivo de sensibilizar e mobilizar a sociedade como um todo na prevenção e combate à violência contra a mulher.

Várias mulheres reunidas em uma mesa discutindo o enfrentamento à violência
Cevid atua de forma integrada e em parceria com outros órgãos e entidades

Prestação de serviços
Outro eixo de atuação é na prestação de serviços. De acordo com a coordenadora, a Cevid atua no sentido de assegurar a justiça e o acesso à Lei para as mulheres em situação de violência doméstica e familiar. “Isso envolve a capacitação de profissionais do sistema de justiça, a agilidade nos processos judiciais relacionados à violência contra as mulheres e o fortalecimento das estratégias de combate a essa violência”.

Nesse sentido, a Cevid desempenha um papel fundamental na organização e coordenação de programas e campanhas institucionais para concretizar a Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. “O objetivo é promover a igualdade de gênero, a pacificação social e o aprimoramento do atendimento institucional aos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher”, diz a juíza.

Um dos programas de destaque coordenado pela Cevid é o "Justiça pela Paz em Casa". A magistrada explica que o foco principal da Coordenadoria é incentivar o planejamento de ações durante os períodos de esforço concentrado, auxiliando na definição das diretrizes e cumprimento das metas, buscando estabelecer uma agenda de ações com o Ministério Público e Defensoria Pública para priorizar as atividades que buscam obter melhores resultados na prestação jurisdicional nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.

juíza Cirlene ao centro, ao lado das duas assessoras da Cevid; elas usam camiseta preta da campanha Sinal Vermelho
Equipe da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid)

“A atuação da Cevid e a implementação do programa "Justiça pela Paz em Casa" são essenciais para ampliar o acesso à justiça, acelerar os processos judiciais relacionados à violência contra a mulher e garantir uma resposta efetiva do sistema judiciário”, ressalta, acrescentando que, através dessas ações, busca-se promover a proteção e o apoio necessário às mulheres em situação de violência, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

 

Impacto na sociedade
Garantir a segurança, proteger os direitos individuais e promover a paz e a harmonia social são os principais impactos das ações de prevenção e enfrentamento à violência para os cidadãos.

No caso de segurança e proteção, a juíza aponta que as medidas buscam proporcionar um ambiente mais seguro para os cidadãos. Segundo a coordenadora da Cevid, a intenção é capacitar os cidadãos por meio de conhecimento e conscientização sobre os direitos humanos, a proteção contra a violência e a garantia da igualdade de gênero. “Ao educar e empoderar as pessoas, essas ações podem ajudar a criar uma sociedade mais informada, respeitosa e ativa na prevenção e combate à violência.”

O apoio às vítimas também tem um impacto positivo, oferecendo suporte emocional, acompanhamento psicológico, assistência jurídica e acesso a abrigos e serviços de apoio. As ações de prevenção envolvem a sensibilização e educação da sociedade, com o objetivo de promover uma mudança cultural.

As ações de enfrentamento também buscam garantir a justiça e responsabilização dos envolvidos. “É fundamental que haja um sistema jurídico eficiente e imparcial para assegurar que os culpados sejam punidos de acordo com a lei”, comenta. “Além disso, é importante que medidas de reparação sejam tomadas para as vítimas, de forma a oferecer-lhes algum tipo de compensação pelos danos sofridos”, reforça a juíza, ressaltando que a implementação dessas ações de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres é um esforço constante e contínuo.

 

Balanço

O Poder Judiciário do Tocantins, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), e em parceria com o CNJ, realizou, em 2023, três edições da Semana Justiça Pela Paz em Casa. A iniciativa nacional busca agilizar o andamento dos processos relacionados à violência de gênero, a fim de ampliar a efetividade da Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/2006).

A 25ª Semana Justiça Pela Paz em Casa - nas três edições realizadas em 2023 - conseguiu movimentar 4.791 processos, sendo 1.024 audiências, 772 despachos, 405 medidas protetivas analisadas, 962 despachos, 885 decisões e 875 sentenças proferidas. Dentre as ações interdisciplinares, executadas pelo Grupo Gestor das Equipes Multidisciplinares (GGEM), a Cevid coordenou mais de 1.560 palestras, rodas de conversas e debates que alcançaram 50.577 pessoas, por todo o estado do Tocantins.


Fechar Menu Responsivo
Busca Processual Jurisprudência Diário da Justiça
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.