Poder Judiciário discute estratégias para fortalecer rede de apoio à saúde mental em reunião do Comitê Estadual de Política Antimanicomial

Helamara Lopes Homens e mulheres sentados em mesa branca em formato U, em sala de paredes brancas e persiana bege

A terceira reunião do Comitê Estadual Interinstitucional de Monitoramento da Política Antimanicomial do Tocantins (Ceimpa/TO), deste ano, foi realizada nesta segunda-feira (8/4), em formato híbrido. Sob a mediação do juiz Allan Martins Ferreira, o encontro reuniu participantes na sala de reuniões do Núcleo de Gerenciamento de Precedentes (Cinugep) e pela plataforma virtual do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO).

Durante a reunião, o tenente-coronel João Souza, da Polícia Militar, destacou os esforços das forças de segurança para lidarem com mais preparo e cuidado em ocorrências que envolvem pessoas com transtornos mentais. “A Polícia Militar já tem buscado as alternativas necessárias para que a gente possa solucionar algum desafio, principalmente nessas ocorrências que envolvem pessoas com saúde mental”, afirmou o oficial.

Ele também reforçou a necessidade de maior integração entre os setores envolvidos. “A gente precisa melhorar muito a questão da rede de apoio e ter uma sinergia cada vez maior entre os núcleos de saúde e as forças de segurança estaduais, que compreendem Polícia Militar, Bombeiro e até a Polícia Penal, principalmente em situações que possam gerar conflito dentro do sistema penal”, pontuou.

O juiz Allan Martins ressaltou a importância de garantir tratamento igualitário às pessoas com deficiência mental dentro do sistema de Justiça, em conformidade com a Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência e a Lei nº 10.216/2001.

“Não importa se cometeu crime ou não, essas pessoas não podem ser tratadas com desigualdade. A regra é tratá-las em liberdade e aplicar os princípios da lei. A única diferença é o acompanhamento mais especializado, que deve ser comunicado ao juiz”, explicou.

Ele lembrou ainda que, com a Resolução nº 487/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Judiciário passou a ter papel central no acompanhamento e na garantia dos direitos dessas pessoas, inclusive no acesso a leitos terapêuticos, quando necessário.

Entre os pontos de pauta da reunião, destacou-se também a proposta de realização do curso “Atuação em Rede na Efetivação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário”, agendado para os dias 21 e 22 de maio, além de discussões sobre entraves na desinstitucionalização e o andamento das ações previstas na Resolução 487.


Fechar Menu Responsivo
Busca Processual Jurisprudência Diário da Justiça
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.