Justiça Restaurativa: Presidente da Asmeto destaca cultura pela paz

A Justiça Restaurativa precisa estar inserida na cultura de paz. Essa foi mensagem central deixada aos participantes do curso Introdução à Justiça Restaurativa, realizado entre os dias 20 e 21 de julho, em Brasilia. A presidente da Associação dos Magistrados do Tocantins (Asmeto) e vice-presidente da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), juíza Julianne Marques, foi uma das expositoras do eventou promovido pela Escola Nacional da Magistratura (ENM) e falou sobre a implantação do programa de Justiça Restaurativa no Tocantins.

De acordo com a magistrada, expor a experiência obtida no estado para todo o Brasil, como uma boa prática, reforça o trabalho da magistratura para a pacificação social. "A magistratura está preocupada com a sociedade, buscando a responsabilização dos envolvidos no dano e a criação de uma cultura de paz,” frisou. Ainda segundo a presidente da Asmeto, é preciso buscar garantias de direitos de cidadania e adotar outros métodos de solução de conflitos. "A Justiça Restaurativa nos traz a responsabilização e também uma cultura de paz. A magistratura tem desenvolvido vários projetos nesse sentido sempre buscando a preservação dos direitos humanos”, complementou.

Mais de 120 pessoas participaram do curso, que contou com palestra magna proferida pela Secretária Nacional de Promoção e Defesa de Direitos Humanos, Flávia Piovesan. Ela disse que vê na Justiça Restaurativa um laboratório experimental do humano. “É um laboratório que permite a redenção social, a construção da paz, um novo paradigma que seja capaz de resgatar o humano, de resgatar a busca na construção de uma ótica cidadã inclusiva e pautada na verdade, na paz, no diálogo, em práticas transformadoras”.

Durante o encontro, o secretário de Justiça Restaurativa da AMB e coordenador da capacitação, Marcelo Salmaso, observou que a violência é um fenômeno que vem aumentando e está em todas as esferas, além de ações criminosas, como a convivência entre as pessoas, nas famílias e nas instituições. “Quando chegamos a um panorama como esse, percebemos que os nossos meios de resolução de conflitos, de resposta à violência, não estão apresentando a eficácia que deles se espera e, portanto, chegou a hora de pensarmos em algo diferente, de sairmos do mais do mesmo, e a Justiça Restaurativa traz um novo paradigma de convivência social”, disse o magistrado.
 
Para o diretor-presidente da ENM, Marcelo Piragibe, “essas formas de pacificação social por meio do diálogo, da harmonização das partes, que se apresentam no Brasil para desafogar o Judiciário, estão tendo resultados na prática e cada vez mais amenizam esse volume estratosférico de demandas com as quais lidamos dia a dia no Judiciário”.
 
Com informações da ENM
 
 
 
 
 
 

Fechar Menu Responsivo
Busca Processual Jurisprudência Diário da Justiça
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.