Visando preservar fauna e flora do Cerrado, Cogersa promove nesta 5ª a I Exposição de Animais Taxidermizados do TJTO

O Judiciário tocantinense, por meio da Coordenadoria de Gestão Socioambiental e Responsabilidade Social (Cogersa), realiza, nesta quinta-feira (2/6), a I Exposição de Animais Taxidermizados. A mostra, que acontece no subsolo da sede do TJTO, das 12 às 18 horas, traz uma série de espécies de animais empalhados e marca oficialmente as ações do TJTO durante o mês do meio ambiente, que têm como foco alertar a sociedade sobre a importância de se preservar os habitats naturais e, assim, garantir a riqueza da biodiversidade dos animais silvestres e das espécies vegetais do bioma Cerrado.

“A Exposição retrata a importância da preservação da biodiversidade da fauna silvestre do nosso Cerrado tocantinense. Queremos que os visitantes conheçam a fauna silvestre e sejam mais conscientes da importância da preservação ambiental do cerrado, que é o habitat natural deles, e não pratiquem queimadas sem autorização do órgão competente principalmente no atual período de estiagem. E para isso, nada melhor do que ver de perto esses animais para entender a importância deles no ecossistema”, destaca a desembargadora Ângela Prudente, presidente da Comissão Gestora do Plano de Logística Sustentável do Poder Judiciário do Tocantins (CGPLS/PJTO), que abrirá oficialmente a exposição às 16h30.


“Quando o habitat natural desses animais é queimado, os frutos deixam de existir e o potencial de atuação desses mamíferos na recomposição das florestas fica comprometido, diminuindo assim a capacidade de resiliência ambiental”, alerta a chefe de gabinete da Presidência do TJTO, Kênia Cristina de Oliveira.

Combate às queimadas

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apurado de 1º de janeiro deste ano, apontam o Tocantins com 1.460 focos de queimadas registrados, o que afeta diretamente a fauna, flora, recursos hídricos – queima das matas ciliares – e, consequentemente, a saúde humana.
As queimadas trazem ainda como consequência nociva, entre outros pontos, o desequilíbrio nas cadeias alimentares; migração dos animais para área urbana; baixa taxa de fertilidade e consequente reprodução animal; e a perda da biodiversidade.
Nesse cenário, vale destacar também que mamíferos de médio e grande porte, como antas, guaxinins, tamanduás, catetos e cutias, desempenham o papel de jardineiro das matas, possuindo assim atribuição fundamental na dispersão dos frutos/sementes.

Museu José Hidasi

A viabilização da exposição que o Judiciário tocantinense sedia nesta quinta-feira só foi possível graças ao Museu de Zoologia e Taxidermia José Hidasi, de Porto Nacional-TO, integrado ao Núcleo de Zoologia e Taxidermia (NZT) pela curadora do Museu, Eloisa Paula Bispo de Sousa.

Atualmente o Museu, criado pela Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), abriga mais de cinco mil exemplares, entre coleção didática (para exposição) e coleção científica (para fins de estudos e pesquisas), que contemplam diversos grupos de animais, entre os quais moluscos, artrópodes, anfíbios, peixes, répteis, aves e mamíferos, sendo o único museu no estado a possuir representantes da fauna nacional, regional e mundial (África, Austrália, Nova Zelândia e outros países).

Texto: Marcelo Santos Cardoso/Foto: Yasmim Oliveira 
Comunicação TJTO


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