Sete réus condenados em temporadas de Júri de Tocantinópolis

Com a 2ª Temporada do Tribunal do Júri de 2017 iniciada na terça-feira (1º/8), a Comarca de Tocantinópolis contabiliza sete réus condenados entre 13 processos submetidos à decisão dos jurados. De acordo com a juíza Gisele Pereira de Assunção Veronezi, que presidiu as sessões iniciadas em maio na 1ª temporada, com finalização da 2ª temporada, marcada para setembro, a Comarca “atua em intensa atividade com o objetivo de alcançar as metas de redução de acervo e melhorar a taxa de congestionamento na Vara Criminal”.

2ª Temporada
O serralheiro Ronan Coelho Conceição, 42 anos, recebeu pena de 20 anos de reclusão, após ter sido considerado culpado pelos jurados na sessão do dia 1º de agosto. Ele é acusado de ter matado Evânio do Espírito Santo Silva, a golpe de facas, durante o aniversário de 158 anos de Tocantinópolis, em 28 de julho de 2016, após uma mulher com quem flertava rejeitá-lo, sinalizando preferir ficar com a vítima.  A juíza GiseIe Pereira de Assunção Veronezi, que presidiu o Tribunal do Júri, determinou o cumprimento da pena no presídio Barra da Grota, em Araguaína, único no Estado adequado para o cumprimento de pena em regime fechado.

Na sessão do dia 2 de agosto, o carpinteiro Dourival Alves Pereira, 42 anos restou condenado à pena de 6 anos e 8 meses de reclusão. Acusado de ter tentado matar Antônio Oliveira da Silva, a golpes de faca no dia 26 de agosto de 2007, no povoado Olho D'Água, em Tocantinópolis, a pena será cumprida inicialmente em regime semiaberto, no presídio Agrícola Luz do Amanhã, em Cariri (TO). A juíza também concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade, porque permaneceu solto durante toda a instrução processual.

Na segunda-feira (7), os jurados consideram o estudante Welves Dias Barbosa, o “Vaqueiro”, 26 anos, à pena de oito anos e quatro meses de prisão. Ele deve cumprir pena no presídio Barra da Grota, conforme decidiu a juíza na sentença que negou-lhe o direito do réu, que está foragido, de recorrer em liberdade.  Ele é acusado de ter tentado matar Tharison Kenner Vieira Doca com quatro golpes de facão no dia 16 de maio de 2009, no bar "Vira Copus", em Tocantinópolis.

A segunda temporada será encerrada 9 de agosto, com o julgamento de Leila Antônia Miranda Luz, Alemão Geovane Mendes da Silva, no dia 19 de setembro e Marcos Vinícius Pereira Soares na sessão do dia 21 de setembro.

1ª Temporada
Na primeira temporada do Tribunal do Júri, entre maio e junho deste ano, os jurados condenaram outros quatro réus e decidiram por uma absolvição. Adalto Costa Araújo, o “Francisquim”, 41 anos, recebeu pena de oito anos e quatro meses de prisão em sessão do dia 3 de maio que o condenou pela morte de Wendel Martins de Oliveira, em 14 de fevereiro de 2016, após uma discussão entre vizinhos, gerada pela reclamação da vítima de que o filho do réu invadira o quintal alheio. 

Na sessão seguinte, dia 6 de junho, os jurados condenaram Moises Kledione Alves, 37 anos, por ter tentado matar João Batista Carvalho de Araújo, em razão de dívidas financeiras. O réu recebeu a pena de dois anos, três meses e 23 dias de prisão, a ser cumprida inicialmente em regime aberto, com o direito de recorrer em liberdade, porque permaneceu solto durante o processo.

Gizeuda Conceição Dias Oliveira, 41 anos, recebeu pena de quatro anos e dois meses de prisão, durante a sessão do júri realizada dia 7 de junho. Ela foi considerada culpada por tentar matar a punhaladas Eduardo Adorno Coelho, no dia 4de maio de 2008, por vingança. O regime será o semiaberto e a ré poderá recorrer em liberdade.

Uma pena de 15 anos de prisão foi aplicada a Carlos de Sousa Silva, 39 anos, em sessão no dia 8 de junho. Ele é acusado de ter matado Maria dos Santos Sousa Barreto, porque a vítima teria aconselhado a ex-companheira dele a romper o relacionamento com o réu, o que ocorreu pouco dias antes do crime.  Foragido, teve a prisão decretada após o julgamento, terá que cumprir a pena no presídio Barra da Grota.

O único réu absolvido na temporada é Geovanni Gomes Pereira, 30 anos. Em júri realizado dia 9 de junho, os jurados julgaram improcedente a denúncia contra o réu, acusado de ter disparado os tiros que mataram Renato Coelho dos Santos, com que havia discutido minutos antes durante uma partida de futebol.


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