Psiquiatra Augusto Cury fala a magistrados e servidores do TJTO sobre enfrentamento e esperança decorrente da pandemia

A atual conjuntura global com restrições sanitárias e indicações de isolamento, adaptações do ambiente de trabalho e a gestão das emoções ante a pandemia da Covid-19 foram os temas abordados pelo psiquiatra, autor e pesquisador Augusto Cury, que possui livros publicados em mais de 70 países. O Evento fez parte da programação da V Semana de Saúde do Poder Judiciário, que integra o Projeto Qualidade de Vida, promovido pelo Centro de Saúde TJTO e pela Diretoria de Gestão de Pessoas (Digep). A palestra foi transmitida por meio de plataformas virtuais da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat).

Durante sua fala, o doutor Augusto Cury versou a respeito de memórias ou situações que desencadeiam as chamadas janelas traumáticas, ou janelas killer, e também sobre as boas experiências e memórias afetivas chamadas janelas light. “Existe uma centena de pessoas andando livremente, mas presas dentro de si. Se o teu “eu” não for um excelente advogado de defesa, esses pensamentos ficarão discordando”, ressaltou.

O psiquiatra ressaltou a necessidade de se buscarem atividades que promovam o bem-estar das pessoas durante o período de pandemia enfrentado desde o início do ano. “O ser humano não está preparado para lidar com o tédio na sociedade digital. As pessoas precisam fazer diversas coisas para dar sentido à vida. Na pandemia nos isolamos, construímos mais janelas killers que janelas lights, aumentando o número de janelas traumáticas”, afirmou.

Questionado sobre as mudanças de paradigmas da humanidade, pós-pandemia, o psiquiatra ressaltou que existem esperanças apesar de o cenário mundial denotar incertezas em todos nós. “Sairemos melhores se o “eu” se tornar autor da própria história. Se nos tornarmos mais elogiadores do que criticadores, esta pandemia servirá como um ensinamento”. Lembrou.

Texto: Wherbert Araújo – Comunicação Esmat


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