Projeto Caju: iniciativa de Dianópolis é reconhecida como boa prática de acesso à Justiça pelo TJTO e pode ser replicada em outras comarcas

Divulgação/Comarca de Dianópolis Imagem mostra três cadeiras dispostas envolta de uma mesa utilizada pelo  Projeto Central de Atendimento ao Jurisdicionado (Caju) em Dianópolis

Iniciativa para simplificar e centralizar o atendimento ao(à) cidadão(ã) na Justiça do Tocantins, na Comarca de Dianópolis, sudeste do estado, o Projeto Central de Atendimento ao Jurisdicionado (Caju) está oficialmente reconhecido como um modelo a ser seguido.

Em decisão no dia 2 de setembro de 2025, a presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), desembargadora Maysa Vendramini Rosal, validou a inclusão do projeto no Banco de Boas Práticas do Poder Judiciário.

A medida visa aprimorar a comunicação, tornando a Justiça mais acessível e eficiente para a população. Além de entrar para a galeria de boas práticas do Judiciário estadual, também ganha projeção nacional, após ter sido oficialmente inscrita no Portal de Boas Práticas do CNJ. Também se acredita que, após a divulgação do projeto, possa haver sua replicação em outras comarcas do Tocantins.

O projeto, idealizado pelo juiz Rodrigo da Silva Perez Araújo, da Comarca de Dianópolis, busca resolver um desafio comum: a dificuldade que cidadãos(ãs), advogados(as) e demais interessados(as) encontram para obter informações claras e padronizadas sobre seus processos judiciais.

O objetivo da Central de Atendimento ao Jurisdicionado é criar um ponto único de contato entre a sociedade e o Judiciário, que ofereça um serviço centralizado e com procedimentos padronizados. Essa abordagem garante mais credibilidade às informações fornecidas e fortalece a confiança da sociedade no sistema de Justiça.

A solução proposta pelo Projeto Caju consiste na centralização do atendimento, ao criar um ponto único de contato para todas as solicitações de informação, utilizando ferramentas tecnológicas de amplo acesso.

Segundo dados da comarca, o Caju prestou 12.102 atendimentos desde sua implantação, com 3.812 em 2023, passando para 6.269 em 2024 (com 64,5% de alta) e 2.021 até maio deste ano. Para o juiz, mesmo os dados parciais de 2025 indicam a continuidade da alta demanda e da relevância do serviço prestado pela Caju.

O juiz responsável destaca que a equipe da Caju recebe capacitação contínua, desenvolvendo habilidades de comunicação e conhecimento abrangente. Isso permite que servidores com aptidão para atendimento ao público se especializem nessa função, enquanto outros se dedicam a tarefas técnico-processuais, explica Rodrigo da Silva Perez Araújo.

Segundo o juiz, o impacto na qualidade de vida dos servidores, que antes sofriam constantes interrupções, é muito significativo. Com a Caju, eles podem focar nas atividades principais, resultando em menos estresse e maior satisfação. A central não apenas coleta demandas, mas também gerencia tarefas junto às unidades.

Para o cidadão, continua o magistrado, a Caju oferece uma porta de entrada única para informações sobre qualquer processo, simplificando o acesso à Justiça. O projeto também trouxe maior previsibilidade à rotina de trabalho das secretarias, melhorando a gestão do tempo e o cumprimento de prazos, o que contribui para o bem-estar dos servidores.

Processo de reconhecimento

O reconhecimento do projeto, desenvolvido desde 2022, passou por diversas etapas de avaliação dentro do Judiciário tocantinense. Após ser apresentada, a proposta foi analisada e aprovada por unanimidade pela Comissão Avaliadora do Banco de Boas Práticas. Na sequência, o corregedor-geral da Justiça, desembargador Pedro Nelson de Miranda Coutinho, também validou a iniciativa e autorizou sua divulgação. A recomendação final para a aprovação pela Presidência foi reforçada em manifestação do juiz auxiliar Esmar Custódio Vêncio Filho.


Fechar Menu Responsivo
Busca Processual Jurisprudência Diário da Justiça
Rolar para Cima