Comarca de Arapoema realiza oficina para ajudar famílias a lidarem melhor com a separação conjugal

Divulgação Seis mulheres estão em pé, lado a lado, sorrindo para a foto em uma sala decorada com elementos infantis. Todas vestem camisetas brancas com a estampa “Oficina de Pais e Filhos”, que traz o desenho de duas mãos coloridas (uma azul e uma vermelha). Algumas usam calças jeans e outras calças sociais, e duas delas também vestem blazer. O chão é coberto por tapetes coloridos de EVA com letras e números, e as paredes estão enfeitadas com figuras de animais, árvore com corações e desenhos infantis. A palavra “AMOR” está em destaque na parede ao fundo. A iluminação natural entra por uma janela com persiana à esquerda.

Com a proposta de facilitar o diálogo, promover a pacificação e assegurar o bem-estar de crianças e adolescentes durante processos de separação conjugal, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Arapoema realizou, na sexta-feira (30/5), a 2ª Oficina de Parentalidade e Divórcio. O evento reuniu cerca de 30 participantes, entre pais, mães e filhos, em uma jornada de quatro horas marcada por orientação, acolhimento e troca de experiências.

Conduzida por instrutores credenciados pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec/TJTO), a oficina tem como foco auxiliar as famílias a enfrentarem de maneira saudável e colaborativa os desafios emocionais e práticos gerados pela separação conjugal.

Na abertura, a juíza Gisele Pereira de Assunção Veronezi, coordenadora do Cejusc local, saudou os participantes por videoconferência, destacando a importância da iniciativa: 

“A Oficina é fundamental para orientar as famílias contemporâneas em transformação, ajudando a separar os papéis de cônjuge e pai ou mãe. Com isso, buscamos uma parentalidade responsável e colaborativa.”

A magistrada ressaltou ainda os benefícios sociais dessa ação: “Ao minimizar traumas emocionais em crianças e adolescentes, contribuímos para uma separação mais civilizada e construtiva.”

Entre os participantes, o sentimento foi de acolhimento e gratidão. Edimundo do Carmo, que viajou de Floresta do Araguaia (PA) especialmente para o evento, compartilhou emocionado: “Foi muito gratificante. Além das orientações valiosas, tive a oportunidade de abraçar meus filhos que moram longe. Virei sempre que possível.”

Durante o encontro, os participantes receberam cartilhas produzidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), contendo orientações específicas e práticas voltadas para pais, crianças e adolescentes.

Fortalecendo o acolhimento familiar

Implementada em Arapoema como parte das ações do TJTO para ampliar o acesso à Justiça e fortalecer a proteção às famílias, a Oficina de Parentalidade atende pais e filhos entre 6 e 17 anos envolvidos em processos de divórcio. A iniciativa já vem sendo replicada em diversas comarcas do Tocantins, destacando-se como uma ferramenta eficaz na transformação de conflitos familiares em oportunidades para o diálogo e reconstrução das relações.




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