Durante a abertura do 98º Encontro do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil, que aconteceu na noite desta quinta-feira (27), no auditório do Tribunal de Justiça do Tocantins, o Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministro Ricardo Enrique Lewandowski disse estar honrado com o evento e que o Encontro é um momento de troca de experiências.
Ao iniciar sua palestra, o Ministro exaltou o crescimento econômico do País, as riquezas culturais, étnicas e a cordialidade entre os brasileiros.
"O nosso País é um celeiro de produção agrícola para o mundo e esse crescimento também é notável no Tocantins. A previsão dos economistas é que dentro em breve seremos a quinta maior potência do mundo. Ademais, vivemos num ambiente estável e de paz, mas, diante de um lamentável estado de desigualdade social. Creio que dentro em breve isso será superado," defendeu.
Lewandowski disse ainda que o Brasil está crescendo ao índice de 2,3% e que esse sucesso se deve graças aos esforços comuns dos brasileiros. "Também houve a redução na taxa de desemprego, enquanto que a maior parte do mundo sofre por não ter como sustentar seus familiares. Essa é uma façanha extraordinária e o Brasil está de parabéns".
Avanços na magistratura
O Ministro também destacou os avanços da magistratura no Brasil, ao explicar que 18 mil magistrados das áreas federal, trabalhista e eleitoral tem contribuído para o cenário de sucesso indiscutível e que o Judiciário, a partir da Constituição de 1988, mergulhou decisivamente na importante missão de resolver os problemas da coletividade.
"Uma das razões é que o Judiciário, em todos os níveis, promoveu a garantia dos direitos fundamentais, pois, no decorrer desses anos, os magistrados passaram a atuar em diversas áreas: meio ambiente, direitos da criança, saúde, pessoas com necessidades especiais, entre outros. A magistratura passou a ser uma parceira dos demais poderes", defendeu.
Ao finalizar a palestra, o Ministro disse que, apesar de toda essa importantíssima colaboração do Judiciário, a classe não está recebendo a devida atenção. "Isso tem proporcionado uma lamentável fuga para outras categorias funcionais. Temos e haveremos de reverter esse quadro", declarou.
O Ministro disse ainda que não há democracia se os direitos fundamentais não forem assegurados, momento em que recebeu aplausos da plateia.