Mecanismos de utilização da Inteligência Artificial na Gestão Pública são debatidos em evento na Capital com palestra proferida pelo desembargador Marco Villas Boas

Ednan Cavalcanti A imagem mostra o desembargador Marco Villas Boas falando ao microfone durante a conferência “Inteligência Artificial na Gestão Pública”, realizada na VI Semana Acadêmica de Gestão Pública do IFTO – Câmpus Palmas. Ele está diante de uma plateia em um auditório, enquanto duas pessoas permanecem sentadas à mesa ao seu lado.

Com linguagem acessível e exemplificando a trajetória do processo evolutivo ao longo das décadas dos recursos da Inteligência Artificial Generativa, o diretor geral da Escola Superior da Magistratura Tocantinense, professor doutor e desembargador Marco Villas Boas, abriu, com a conferência “Inteligência Artificial na Gestão Pública”, a VI Semana Acadêmica de Gestão Pública do IFTO – Câmpus Palmas. O evento contou com a presença de docentes e acadêmicos(as) e segue em Palmas até o dia 25 de setembro.

Na abertura, Villas Boas contextualizou a IA como um projeto histórico, iniciado nos anos 1950, que alternou períodos de grande entusiasmo e “invernos” de estagnação, até alcançar o salto dos modelos generativos, hoje populares em chats como o ChatGPT, capazes de combinar, em tempo real, grandes volumes de dados para apoiar decisões e qualificar serviços públicos.

Citando pensadores ligados à ecologia política e à atualização educacional e da sociedade como Bruno Latour e Edgar Morin, o professor doutor ressaltou que a IA Generativa inaugura uma nova forma de operar das máquinas, distinta da fase “pré-generativa” baseada apenas em processamento local e respostas preditivas limitadas.

Segundo ele, a capacidade de imitar aspectos do raciocínio humano, entregar resultados com elevada assertividade em segundos e ampliar a produtividade institucional torna o fenômeno transformador. 

“O objetivo final da IA ao serviço público é potencializar a capacidade humana com governança e responsabilidade – tecnologia a serviço da Justiça –, e não o contrário”, afirmou.

Participação da Esmat

A atividade integrou a programação dedicada à governança, à transparência e à inovação na gestão pública, reunindo estudantes, docentes e gestores(as) em torno de debates sobre competências digitais, proteção de dados, mitigação de vieses e supervisão humana. Ao enfatizar boas práticas metodológicas e a necessidade de uso ético, auditável e alinhado ao interesse público, a Esmat reforça seu compromisso em promover formação continuada e difusão de conhecimento de ponta, preparando quadros do Sistema de Justiça e da Administração para a adoção responsável de Sistemas de IA.


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