Justiça quer fechar o cerco contra crimes de lavagem de dinheiro

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) realizam desde ontem o Seminário Nacional: Inovações e Desafios da Nova Lei sobre Crimes de Lavagem de Dinheiro, sobre a Lei No.  12.683/2012. Autoridades responsáveis pelo combate a crimes financeiros estão discutindo medidas que garantam a efetiva aplicação da lei. O evento é dirigido a magistrados, membros do Ministério Público e  convidados e está sendo realizado no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília/DF. O desembargador Eurípedes Lamounier e os juízes de direito Alessandro Hofmann Teixeira, Mirian Alves Dourado e Fábio Costa Gonzaga, representam o Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins no evento.

O seminário está debatendo o conjunto de medidas de combate à corrupção e à improbidade administrativa, que foi a principal meta aprovada no VI Encontro Nacional do Poder Judiciário, realizado em novembro passado, em Aracaju/SE, com a participação da cúpula de todos os ramos da Justiça. Durante o encontro, presidentes de tribunais da Justiça Federal e da Estadual assumiram o compromisso de, até 31 de dezembro deste ano, identificar e julgar as ações de improbidade administrativa e os processos penais relacionados a crimes contra a administração pública distribuídos até 31 de dezembro de 2011. O evento que termina hoje se concentra especificamente nos crimes de lavagem de dinheiro.

De acordo com o levantamento, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Piauí, Roraima, Rondônia e Tocantins) condenou 19 pessoas, em 2012, por lavagem de dinheiro, e o TRF 3 (São Paulo e Mato Grosso do Sul) registrou cinco condenações no ano passado e duas em 2011. Nos outros três tribunais regionais não houve condenação.

Havia 971 inquéritos tramitando em 2012 na Justiça Federal, a maior parte no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (496 processos), mas só 83 denúncias foram recebidas pela Justiça. Outros 407 inquéritos foram arquivados pela Justiça Federal.

Para o juiz Alessandro Hofmann Teixeira, da 1ª. Vara Criminal de Porto Nacional, a iniciativa da presidência do TJTO em propiciar a participação da delegação tocantinense no evento de Brasília foi extremamente acertada, porque apesar do assunto ainda não fazer parte do dia-a-dia das comarcas e estar ausente da pauta de discussão da magistratura local o conteúdo que eles estão tendo acesso serve de alerta. “Os crimes de lavagem de dinheiro são muito complexos e envolve, muitas vezes, o uso de técnicas sofisticadas e tecnologia de ponta. Isto exige um trabalho meticuloso de investigação que precisa passar por um processo de modernização, até porque o trabalho do poder judiciário é inerte e precisa ser precedido de um levantamento preciso de dados antes que uma denúncia seja formalmente apresentada”, explica Hofmann Teixeira, que acredita que a legislação de combate à lavagem de dinheiro é moderna e veio para ficar.

 

Assessoria de Imprensa

Fone: (63) 3218-4437


Fechar Menu Responsivo
Busca Processual Jurisprudência Diário da Justiça
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.