I encontro da rede parceira em Porto Nacional debate sobre Circuito Integrado de Atenção ao Agressor

O primeiro encontro da rede de parcerias do Circuito Integrado de Atenção ao Agressor (Ciagre) debateu o trabalho que será desenvolvido de forma contínua, integrada e participativa, durante atendimentos de socioeducação a homens autores de violência doméstica e familiar. A rede se reuniu nesta terça-feira (28/5), em Porto Nacional, e apresentou detalhes e propostas de adequação para os módulos de atuação, e debates para a construção de melhorias para o projeto.

O atendimento do Circuito se estenderá a homens egressos, ou seja, que já cometeram esse tipo de violência, e que estejam cumprindo medidas alternativas ou penas em regime aberto, que deverão realizar serviços de responsabilidade, e reflexão por meio de atividades educativas, reflexivas e pedagógicas.

E para buscar o questionamento das relações de gênero junto aos homens, a rede propiciará aos agressores encaminhamentos alternativos para as redes parceiras assistenciais, atendimentos psicossociais e palestras com coaching.

Apontamentos

Após a exposição do projeto, os presentes levantaram algumas sugestões tais como: a inclusão do tema “Masculinidade Tóxica”, como fator cultural que acirra a violência contra a mulher; o convite para representantes de instituições religiosas de forma ecumênica, para contribuir na abordagem espiritual e familiar; formar uma comissão para elaborar as emendas de cada módulo, com a participação e ideia do responsável pela aplicação; fazer uma pré-análise psicossocial do agressor, como forma de avaliação; incluir a participação do agressor (flagrante) como medida e condição de liberdade condicional; e articular a participação no circuito dos profissionais da Delegacia da Mulher.

Presenças

O projeto foi apresentado pelo agente de execução penal, Oséias Costa Rego, atual coordenador da Central de Penas e Medidas Alternativas (Cepema). Estiveram presentes na reunião representantes do sistema judiciário, como o juiz da 2ª Vara de Execução Penal, Allan Martins Ferreira, e Bárbara Vieira, da Gerência da Política de Alternativas Penais da Secretaria de Cidadania e Justiça (SECIJU). E ainda participaram secretários, defensores públicos, assistentes sociais, professores da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e do Instituto Federal do Tocantins (IFTO).

Texto: Natália Rezende/ Foto: Divulgação

Comunicação TJTO


Fechar Menu Responsivo
Busca Processual Jurisprudência Diário da Justiça
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.