Exposição Vozes Silenciadas – A luta de Paula por liberdade é inaugurada e segue até 30 de junho

Lucas Nascimento

O Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO), por meio das Comissões de Gestão da Memória e Gestão Documental, em parceria com a Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), inaugurou, nessa segunda-feira (13/5), a exposição “Vozes Silenciadas: a luta de Paula por liberdade”. A mostra integra as comemorações do Dia da Memória do Poder Judiciário e também rememora a assinatura da Lei Áurea, marcando um importante passo institucional na preservação e na divulgação da história do Judiciário no Estado. 

Durante a cerimônia, a desembargadora Ângela Prudente, presidente da Comissão de Gestão da Memória, destacou o dever de memória da temática na preservação da história das populações que residiram no território tocantinense nos séculos passados. “A história de Paula nos lembra que o Judiciário tem o dever de ser instrumento de justiça e de transformação social. Ao revivermos a trajetória desta mulher que foi escravizada, reafirmamos nosso compromisso com a memória histórica e com a promoção de uma justiça mais inclusiva e sensível às desigualdades, que ainda persistem em nossa sociedade. Que nenhuma voz silenciada permaneça esquecida; que nenhuma história de luta se perca no silêncio dos tempos”, afirmou. 

A exposição resgata a trajetória de Paula, mulher negra e escravizada que, em 1858, no território hoje pertencente ao Tocantins, lutou e conquistou juridicamente sua liberdade. Ao dar visibilidade a esse feito, o Judiciário tocantinense reafirma seu compromisso com a justiça social e com a preservação da memória histórica. “Esta mostra não é apenas uma exposição de documentos, ela é um gesto simbólico, profundamente comprometido com a essência da Justiça, que é a de preservar a memória como fundamento da identidade, da legalidade e da cidadania”, lembrou a desembargadora Maysa Vendramini Rosal, presidente do TJTO.

Sobre a exposição

Aberta ao público até o dia 30 de junho, no hall do TJTO, em Palmas, a exposição também marca o lançamento do Portal da Memória do Judiciário Tocantinense. A iniciativa está alinhada às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder Judiciário (Proname), promovendo uma releitura crítica do passado e incentivando o reconhecimento das lutas por liberdade, dignidade e inclusão. A mostra representa um convite à reflexão sobre as feridas históricas deixadas pela escravidão e a importância de preservar e valorizar a memória coletiva como instrumento de transformação.


Fechar Menu Responsivo
Busca Processual Jurisprudência Diário da Justiça
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.