Estudantes do CEM Dona Filomena Moreira de Paula debatem justiça e cidadania durante programação do Judiciário em Miracema

Alunos do Centro de Ensino Médio Dona Filomena Moreira de Paula participaram, nesta segunda-feira (10/06), de bate-papo sobre drogas, educação digital e direitos da criança e do adolescente. As atividades fazem parte da programação do projeto Justiça Cidadã, que, em sua segunda edição, levou serviços de cidadania à Comarca de Miracema.

Os debates contaram com a presença de cerca de 190 estudantes. A aluna Crislanny Marielle foi um deles. Aos 16 anos, cursando a última série do ensino médio, ela avaliou como positivo o debate proposto pelo Judiciário. "Muito interessante, principalmente porque vai contribuir com a nossa formação", afirmou.

Com mais de 30 anos de história, o CEM Dona Filomena Moreira de Paula é conhecido na região pelos projetos que desenvolve em prol do desenvolvimento consciente e responsável dos alunos e, para o secretário da escola, Adilson Ferreira, as palestras realizadas reforçam o trabalho desenvolvido em sala de aula. "Nossos alunos são muito tranquilos e conscientes; e muito disso se deve ao programa Escola Jovem Ação, que estimula o trabalho em equipe e o senso de responsabilidade", afirmou. "Então, receber esse projeto vai ao encontro da filosofia da escola e é muito importante para a formação dos alunos", complementou.

Programação

Pela manhã, os alunos assistiram à palestra do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) e debateram sobre os riscos de usar entorpecentes. Em seguida o assunto discutido foi a internet e os crimes cibernéticos, durante bate-papo sobre educação digital com a delegada Milena Lima.

Durante a tarde, os alunos participaram de uma roda de conversa sobre os direitos da criança e do adolescente. Com a participação do juiz André Fernando Gigo Leme Netto, da Comarca de Miracema, da defensora pública Franciana di Fátima Cardoso e da representante da OAB/TO, a advogada Karine Figueiredo Cândido de Oliveira, os jovens tiraram dúvidas e pediram opinião. Rafael Arruda levantou o debate sobre a maioridade penal. "Queria saber a opinião deles sobre esse assunto, que é tão polêmico", explicou o estudante. Outro assunto abordado foi o papel de cada órgão do sistema de Justiça. O juiz André Fernando falou sobre as principais medidas de proteção tomadas pelo Judiciário em relação às crianças e adolescentes. "As demandas existem e são crescentes. Nosso trabalho é garantir o cumprimento dos direitos previstos na constituição, como o direito à saúde e à educação", disse.

A programação ainda contou com uma conversa informal com o presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins, desembargador Helvécio de Brito Maia Neto, que

destacou a educação como pilar fundamental para a formação cidadã dos estudantes. “O caminho do saber, da educação, do conhecimento é por onde vocês vão crescer, progredir e ser felizes”, aconselhou o magistrado.

 Concurso

O presidente do TJTO também entregou, juntamente com o diretor do Foro de Miracema, juiz Marcello Rodrigues de Ataídes, a premiação do concurso de redação “Oportunizando uma consciência cidadã na formação dos alunos”. Abordando o tema “justiça cidadã”, Nathália Ribeiro dos Santos ficou em primeiro lugar. Aos 16 anos, a estudante fez uma pesquisa sobre o trabalho da Justiça e, segundo ela, buscou na redação alertar sobre a importância do acesso à justiça para garantia dos direitos do cidadão. "A justiça cidadã trata de direitos e deveres civis, sociais e políticos estabelecidos na constituição, essencial para que a sociedade busque mais conhecimento a respeito, pois, só assim, poderão garantir seus direitos como cidadãos", disse em um trecho da redação. Em segundo lugar, foi premiada a estudante Luciene dos Santos Albuquerque.

Texto: Paula Bittencourt / Fotos: Ednan Cavalcanti

Comunicação TJTO


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