Diretor do Ministério do Meio Ambiente fala sobre logística reversa: “é um trabalho coletivo”

Fotos: Elias Oliveira Imagem aberta do auditório, com detalhe de parte do público e, ao fundo, no palco, o palestrante em pé, falando ao microfone, e a mediadora sentada observando-o, e o telão com slide da palestra

“A gente tem que estar junto com a indústria, com o comércio, com as cidades... é um trabalho coletivo, porque a gestão de resíduos sólidos é uma representação da economia”, destacou o diretor do Departamento de Gestão de Resíduos do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Eduardo Rocha Dias Santos, ao falar sobre o tema “A logística reversa: qual o papel dos estados e municípios”. A palestra abriu a programação do período da tarde, nesta sexta-feira (14/6), do IV Seminário de Gestão Socioambiental, com o tema "Atuação em Rede em Prol do Lixão Zero no Tocantins".

“Tudo isso tem uma logística de chegada e agora a gente tem que ter uma logística reversa”, comentou o diretor ao se referir a produtos que depois viraram resíduos. Conforme explicou o palestrante, a logística reversa é a volta do material reciclado pela cadeia logística. “Esse material deve ser coletado, tratado e reintroduzido, depois, no próprio processo produtivo como matéria-prima”, detalhou Santos, lembrando que todo resíduo gerado tem que voltar como matéria-prima. Como fazer esse processo reverso é que é o grande desafio, segundo ele.

Palestrante Eduardo Rocha, homem de cabelos lisos e escuros, barba grisalha, óculos com armação azul; ele usa camisa branca, terno cinza e gravata vermelha com bolinhas brancas.
Palestrante Eduardo Rocha: "logística reversa é a volta do material reciclado pela cadeia logística"

Além de falar sobre logística, durante a palestra, o diretor do Ministério do Meio Ambiente expôs sobre os instrumentos relacionados à política de resíduos, como o Ministério do Meio Ambiente tem trabalhado e como pode auxiliar os estados e os municípios nesse sentido.

 

Política ambiental

Na ocasião, o palestrante falou sobre a política ambiental; os impactos que os resíduos sólidos provocam, seja na dimensão ambiental, econômica, social ou climática; e o papel do resíduo sólido na contenção, também, da crise climática.

Ao trazer o panorama da gestão de resíduos sólidos no Brasil e no mundo, o diretor apresentou eixos estratégicos de atuação que o Ministério do Meio Ambiente colocou como prioridade, a exemplo da logística reversa, orgânicos, reciclagem, regionalização dos serviços, encerramento dos lixões e apoio a catadores de materiais recicláveis.

Segundo o palestrante, o setor de resíduos sólidos representa entre 3 a 5% das emissões de gases mundiais, sendo este bastante significativo para as mudanças climáticas. “A geração de resíduos, apesar de a gente entender que resíduos sólidos tem que se minimizar, o mundo projeta uma expansão crescente”, enfatizou, ressaltando que o desafio que o mundo enfrenta para fazer o descarte adequado dos resíduos.

Diante disso, o diretor apresentou as estratégias do Governo Federal nesse sentido, por meio do plano de transição ecológica, que traz uma reformulação para a economia mais sustentável.

“A gente tem diversas ferramentas e diversos instrumentos financeiros, instrumentos de apoio para fazer essa transformação na área de meio ambiente”, apresentou o palestrante.

Na oportunidade, ele listou o Fundo Nacional do Meio Ambiente, o Fundo da Reciclagem, o Pagamento de Serviço Ambiental e o Mercado de Carbono, como exemplo.

A palestra foi mediada pela diretora de gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Ellen Sílvia Amaral Figueiredo.

 

 


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