Desembargadora Ângela Prudente conhece atividades de associação de catadores em Gurupi

Após lançar o curso sobre Coleta Seletiva Solidária no Fórum da Comarca de Gurupi, a presidente da Comissão Gestora do Plano de Logística Sustentável do Poder Judiciário do Tocantins (PLS/PJTO), desembargadora Ângela Prudente, acompanhada da equipe da Coordenadoria de Gestão Socioambiental e Responsabilidade Social (Cogersa), visitou, na tarde desta terça-feira (5/4), a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Gurupi (ACMG), credenciada em edital pelo TJTO.

O incentivo à geração de renda e a transformação na vida dos catadores em razão da coletividade da associação foram alguns dos assuntos abordados pela desembargadora durante o encontro. “É um processo onde todos ganham: a cidade, o meio ambiente e as famílias que passam a ter uma atividade rentável e de preservação; e o nosso desejo é que a entidade cresça a cada dia”, disse a magistrada.

Histórias

“A gente tem é muita satisfação do trabalho aqui, a gente tem a nossa renda, ajuda o meio ambiente e agora que está melhorando a estrutura pra gente trabalhar, melhor ainda. É uma renovação”, disse o catador José Alves de Sousa, 53 anos, natural do Rio Grande do Norte, e que está há 12 anos na entidade.

Quem aprovou as palavras do seu José foi dona Raimunda Nonata Costa Veríssimo, 61 anos de idade. Casada há 33 com seu José, disse que gosta muito do que faz. “Gosto muito do meu serviço, o salário ajuda muito em casa, mesmo já com vontade de parar porque a idade pede, mas ele [seu José] me traz pra cá, me ajuda, incentiva, então eu sou satisfeita”. Dona Raimunda é do Estado do Piauí e entrou na associação junto com o esposo.

“Compensa trabalhar aqui. A Covid deu uma baixa muito grande, mas consegui o trabalho, estou aqui pouco mais de um mês e acho que daqui pra frente as coisas vão melhorar mais e vai gerar mais empregos”, comentou o catador João Paulo Maia Pereira, de 29 anos, tocantinense, casado e pai de duas meninas.

Cooperativa

A Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Gurupi foi criada em 2010 e conta com 37 associados. Ela é uma das duas Pessoas Jurídicas, junto com o Instituto Ádamo e outras 20 Pessoas Físicas (destas, sete são da ACMG), a compor a Cooperativa de Resíduos (Coopre), que hoje presta assessorias técnica e administrativa aos catadores.

De acordo com o engenheiro agrônomo presidente do Instituto Ádamo, Jandislau José Lui, responsável pelas assessorias aos catadores, atualmente são coletadas, mensalmente, 20 toneladas de materiais recicláveis e outras 60 toneladas de pneus, o que, segundo ele, gera uma receita mensal de R$ 25 mil (R$ 17 mil vindos dos recicláveis e R$ 8 mil dos pneus).

Decreto

O credenciamento de associações e cooperativas no Tocantins está em conformidade com o Decreto Presidencial nº 10.936/2022, que regulamenta a Lei nº 12.305/2010, esta que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. As entidades são credenciadas por meio da Diretoria Administrativa do TJTO e Cogersa.

Presenças

A desembargadora Ângela Prudente esteve acompanhada das servidoras da Cogersa Leila Jardim e Cinthia Azevedo; de Jucilene Ribeiro Ferreira, da Diretoria Administrativa do Tribunal; e da secretária do Juízo do Foro da Comarca de Gurupi, Gerlânia Figueiredo de Oliveira Maia.   

Texto: Ramiro Bavier/ Fotos: Rondinelli Ribeiro

Comunicação TJTO


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