“Depois da medida protetiva, ele percebeu que não poderia continuar me agredindo”, diz vítima de violência

O Judiciário tocantinense tem concentrado esforços para que histórias como a da copeira Luciana Silva ganhem cada vez mais força e que as vítimas de violência encontrem na Justiça o caminho para liberdade. Nesta quarta-feira (13/3), a Equipe Multidisciplinar da Vara Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher realizou um encontro com mulheres vítimas de violência e representantes Núcleo de Prevenção de Acidentes e Violência, Promoção da Saúde e Cultura da Paz (Nupav).
Durante o encontro, as participantes receberam orientações sobre a Lei Maria da Penha (Lei nº. 11.340) e encontraram espaço para falar sobre como está a relação com o agressor, se ainda sofre ameaças e os motivos que levam uma mulheres a permanecer em situação de violência.
“Nós vivemos juntos durante dois anos, nos separamos e ele foi embora para outra cidade. Mas, há um ano, voltou para Palmas e queria que voltasse para ele. Eu não aceitei e as agressões começaram. Ele também me obrigava a dormir com ele. Então eu pedi uma medida protetiva, mas ele achava que não ia dar em nada até o dia em que foi preso por descumprir a determinação da Justiça. Hoje, ele só me procura para saber do nosso filho”, contou Luciana.

Dependência econômica

Um dos motivos que mantêm muitas mulheres presas a relacionamentos abusivos é a dependência econômica do agressor. “Muitas mulheres não têm trabalho remunerado e dependem do dinheiro do companheiro para garantir o próprio sustento e dos filhos, então, acabam se submetendo às agressões”, explica a psicóloga da equipe técnica da Vara da Violência Doméstica, Angélica Guirele Avelar.
Como forma de mudar essa situação, empresários palmenses procuraram o Nupav para oferecer cursos de qualificação para essas mulheres, fomentando fonte de renda e liberdade econômica para vítimas de violência.

Texto e foto: Jessica Iane

Comunicação TJTO


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