Copedem na vanguarda: Decisão do CNJ destaca uso de Inteligência Artificial no Judiciário

Fotografia colorida onde três pessoas, dois homens e uma mulher, posando para a foto de frente a um grande banner preto.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, em 25 de junho, permitir o uso de ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT, na elaboração de atos processuais pelos juízes brasileiros. A decisão foi tomada por unanimidade, ressaltando que, embora a automatização proporcionada por essas tecnologias seja benéfica ao sistema de justiça, a supervisão humana continua sendo fundamental em todas as etapas do processo judicial.

Nesse contexto, o Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem) reafirma seu papel de vanguarda. Desde 2017, o Colégio promove discussões e incentiva o diálogo sobre a utilização da inteligência artificial no Judiciário.

Projeto Hórus

A partir do surgimento da IA generativa, o diretor geral da Esmat e presidente do Copedem, desembargador Marco Villas Boas, vislumbrou a possibilidade de abrir novos horizontes para a solução de problemas tormentosos na rotina judicial. Em razão disso, firmou parceria com a Universidade de São Paulo para oferecer cursos sobre GenIA aos magistrados e servidores, preparando o Poder Judiciário tocantinense para essa nova era. No transcorrer de 2023, os professores doutores Ana Carla Blechieriene e Luciano Araujo têm ministrado cursos e coordenado oficinas de trabalho em busca de proporcionar a utilização da IA generativa no Poder Judiciário, com ética e segurança. As possibilidades são amplas.

A partir desse trabalho, teve início o Projeto Hórus, ainda em desenvolvimento, visando automatizar a análise processual de casos sem maior complexidade, e de ações repetitivas, dentre outras, com o objetivo de reduzir o tempo e o custo dessa análise, além de aumentar a precisão e a uniformidade das decisões. Essa iniciativa utiliza inteligência artificial generativa para processar grandes volumes de informações, desenvolvida pela USP, em parceria com a Startup Taqui-aí, fazendo a leitura de  documentos em texto, PDF e áudio, gerando relatórios e minutas precisas de decisões com controle de vieses.

O Projeto Hórus foi apresentado, em abril deste ano, ao líder  Google Latin-American Milton Burgese e ao staff de técnicos do Google Brasil, em São Paulo, como referencial para utilização criteriosa da IA na otimização de procedimentos administrativos e judiciais. Em breve, será apresentado também na Google NY, tendo em vista o interesse institucional e corporativo e a relevância internacional da temática.

A recente decisão do CNJ reforça a seriedade e a relevância dos estudos e dos debates promovidos pelo Copedem sobre a integração da inteligência artificial no dia-a-dia do Judiciário. A decisão também evidencia a importância de iniciativas como o Projeto Hórus, na Esmat, contribuindo para  o avanço significativo na modernização do sistema de justiça brasileiro.


Fechar Menu Responsivo
Busca Processual Jurisprudência Diário da Justiça
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.