Consepre divulga Carta de Belo Horizonte com diretrizes para o fortalecimento da Justiça Estadual

Lucas Nascimento/ CecomTJTO

Reunidos na capital mineira para o XVIII Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre), os representantes dos 27 Tribunais de Justiça do país aprovaram, por unanimidade, a Carta de Belo Horizonte, documento que consolida compromissos estratégicos para o fortalecimento da Justiça Estadual. 

A carta foi anunciada ao fim de três dias de programação, que incluiu reunião entre os presidentes de Tribunais, com a presença da presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins, desembargadora Maysa Vendramini Rosal; reunião de juízes auxiliares, com a participação do juiz Arióstenis Guimarães Vieira; além de apresentação de projetos e boas práticas que podem ser compartilhados entre os estados. O evento também foi marcado pela eleição do desembargador Heráclito Vieira como  presidente do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil.

Para a presidente do TJTO, o momento foi de integração entre os tribunais, em busca do aprimoramento da prestação jurisdicional.


“Durante todo o evento trabalhamos em vários temas importantes, como acessibilidade, inclusão e cidadania, além de projetos voltados à promoção da saúde física e mental dos servidores e dos magistrados. São demandas relevantes e a participação do Tocantins foi muito proveitosa ao longo de todo o evento”, avaliou a presidente Maysa.




Carta

A Carta de Belo Horizonte reafirma a independência do Poder Judiciário como pilar democrático, destacando que qualquer reforma administrativa que afete sua estrutura deve ter iniciativa própria do Judiciário, em respeito aos artigos 2º, 93 e 96 da Constituição Federal. Também reforça a importância de políticas institucionais voltadas à saúde física e mental de magistrados e servidores, reconhecendo que “o capital humano é o ativo mais valioso para a Justiça”.

Outro ponto central da carta é o estímulo ao compartilhamento de boas práticas e informações sensíveis, sobretudo no campo da segurança institucional, com incentivo a reuniões periódicas entre os tribunais. O documento ainda aponta para a necessidade de aprofundar a cooperação judiciária, com a expansão de ferramentas como Núcleos de Cooperação e Fóruns Digitais, ampliando celeridade e eficiência processual em âmbito nacional.

A Carta de Belo Horizonte dedica atenção especial à relação entre Judiciário e sociedade, valorizando iniciativas de linguagem simples, acessibilidade, diversidade e responsabilidade social. O Consepre também reafirma o compromisso com a transformação digital responsável, com o uso ético da Inteligência Artificial e rigorosa governança dos algoritmos.

Na pauta climática e de inclusão, o documento dá continuidade a compromissos firmados nas cartas anteriores, como o avanço nos estudos para o Programa Nacional de Descarbonização Judiciária e o fortalecimento das políticas de gênero, raça e atenção a populações vulneráveis.

Por fim, os presidentes reforçam a Comunicação Social do Poder Judiciário como um instrumento estratégico de transparência e combate à desinformação, em alinhamento à Política Nacional de Comunicação do Judiciário.

A íntegra da Carta de Belo Horizonte pode ser acessada aqui.

 


Fechar Menu Responsivo
Busca Processual Jurisprudência Diário da Justiça
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.