A tarde do segundo dia da I Conferência Internacional em Direitos Humanos foi marcada por comunicações orais de professores mestres e doutores em torno do tema. Os participantes tiveram a oportunidade de acompanhar nove falas, de vinte minutos cada, sobre diferentes aspectos dos direitos humanos.
A professora mestre Káthia Nemeth Perez abriu a programação com a pequena palestra trazendo o tema “As medidas de proteção da infância no Tocantins pelo Sistema Judiciário: quanto ao direito à família ou convivência familiar”. Na sequência a professora mestre Naima Worm defendeu o tema “Políticas públicas como instrumento de proteção e dignidade aos dependentes de crack”.
De Portugal veio o doutor José Manuel Quelhas, que durante vinte minutos falou sobre “Crises financeiras e direitos humanos”. Por meio de vídeo conferência, direto de Montreal, Canadá, o doutor José Wilson Rodrigues de Melo trouxe o tema “Direitos humanos: educação multicultural e cidadania diferenciada”. Na avaliação do pesquisador o multiculturalismo não visa criar guetos, mas sim, uma integração entre os povos, sendo crucial para a criação de uma cultura de paz.
A vinda dos médicos cubanos para o Brasil, por meio do Programa Mais Médicos foi avaliada pela professora mestre Myrian Nydes Monteiro da Rocha. Com o tema “Direitos humanos e trabalhistas: o caso dos médicos cubanos no Brasil” a palestrante trouxe reflexões sobre a forma de trabalho dos Cubanos no país. Os médicos vieram por meio de um acordo entre os dois países, entre eles a oferta de especialização e o não pagamento de salários, o que para a professora gera conflitos tanto em direitos humanos, quanto trabalhistas.
Com o tema “Direitos humanos: efetividade das normas e o princípio da dignidade da pessoa humana”, a conselheira do Tribunal de Contas do Tocantins, doutoranda Doris de Miranda Coutinho também participou das comunicações orais. Para ela ainda é preciso uma revolução de conceitos e valores para a efetivação e aplicação efetiva dos direitos humanos, das garantias individuais e liberdades públicas.
A “Justiça de transição, memória e verdade histórica” foi trabalhada pela professora mestre Sônia Maria Alves da Costa, que falou dos avanços no Brasil citando ações como a criação da Comissão da Verdade e os projetos “Memórias reveladas” e “Marcas da memória”. As discussões também abrangeram o tema “Utilização de células-troco embrionárias para fins de pesquisa e terapia: debates contemporâneos sobre bioética e direitos humanos”. O professor mestre Gustavo Paschoal trouxe questionamentos sobre o assunto, fazendo os participantes avaliarem melhor sobre a utilização das células-tronco.
As comunicações orais foram mediadas pela professora doutora em educação pela UFG, Patrícia Medina, que encerrou à tarde com a mini palestra “O futuro como princípio, a vida como fim: reflexões sobre direitos humanos a partir de Hans Jonas”.