Comarca de Tocantinópolis: júri de dupla acusada de matar indígena a pedradas enquanto dormia é marcado para 2/12

Rondinelli Ribeiro/Cecom/TJTO Detalhe lateral da fachada do prédio de Tocantinópolis com pórtico e partes das paredes laterais na cor branca e letreiro com o nome do fórum na cor preta

O juiz Helder Carvalho Lisboa, da 1ª Vara Criminal de Tocantinópolis, marcou para o dia 2 de dezembro de 2025, às 8h, a sessão do Tribunal do Júri que julgará os réus Thalisson da Silva Cardoso, de 25 anos, e Iago Silveira Pinheiro, de 20. Eles são acusados de matar o indígena David Dias Apinagé em setembro de 2023.

A decisão com a data, publicada no Diário da Justiça Eletrônico Nacional (DJEN) desta segunda-feira (22/9), atendeu a um pedido da defesa para garantir a localização de testemunhas consideradas essenciais para o caso.

O julgamento estava originalmente agendado para o dia 2 de setembro deste ano, mas foi adiado para assegurar o pleno exercício da ampla defesa e do contraditório, conforme despacho do magistrado. A ausência de duas testemunhas, uma para cada réu, motivou o pedido de adiamento feito pelos advogados. O sorteio dos jurados que atuarão no caso está marcado para o dia 6/10.

O crime

Conforme o processo, na madrugada de 16 de setembro de 2023, Thalisson e Iago mataram David Dias Apinagé, de 29 anos, na esquina da Rua da Estrela com a Avenida Nossa Senhora de Fátima, em Tocantinópolis. A vítima estava deitada em uma calçada quando sofreu agressões com socos, pontapés e, por fim, teve o crânio esmagado por um bloco de concreto.

Ainda segundo o processo, a investigação, baseada em depoimentos e imagens de câmeras de segurança, apontou que a dupla, após uma noite de consumo de bebidas alcoólicas, decidiu atacar a vítima sem motivo aparente.

Thalisson e Iago confessaram as agressões em interrogatório judicial, mas alegaram que teriam sido ofendidos pela vítima.

Com base em laudos periciais e depoimentos de testemunhas, incluindo policiais e peritos que indicaram que David foi espancado e arrastado antes de ser morto, o juiz Helder Carvalho Lisboa pronunciou os réus a júri popular em junho de 2024.

Naquela decisão, o magistrado destacou haver provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para que os dois fossem julgados pelo Tribunal do Júri. Ele manteve as três qualificadoras para o crime: por motivo torpe (praticado por prazer sádico e discriminação social), com emprego de tortura e meio cruel, e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, surpreendida enquanto dormia.

A sessão está marcada para o dia 2 de dezembro de 2025, às 8h, no salão do Tribunal do Júri, localizado no Fórum Alcides Bandeira Miranda, na Avenida Floriano Santos, esquina com a Rua Padre Giuliano, no Setor Central. O salão tem capacidade para 108 pessoas.

 


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