Colégio Permanente de Presidentes encerra com Carta de Palmas

Após dois dias de reuniões de trabalho e intensos debates com foco no Judiciário brasileiro, o 98º Encontro do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça, realizado em Palmas, Tocantins, encerrou neste sábado (29/3). O evento foi fechado com a edição da Carta de Palmas, documento que reúne os pontos institucionais, deliberados e aprovados por unanimidade pelos integrantes do Colégio.

A Carta é pública e serve como referência para o Judiciário Nacional. Entre as deliberações estão o reconhecimento da magistratura como carreira de Estado, na implementação do processo eletrônico devem ser respeitados os sistemas já estruturados nos Tribunais, que neles investiram consideráveis recursos, sugerindo-se que sejam compatibilizados ao Modelo Nacional de Interoperabilidade - MNI, as Escolas Judiciais estaduais devem incluir no currículo conceitos de Gestão de Pessoas por Competências, buscando produtividade e o desenvolvimento do servidor. (Confira a Carta na íntegra ao final do texto)

Segundo o presidente do Colégio, desembargador Milton Nobre, a Carta serve como um direcionamento para o Judiciário brasileiro.“É um documento de fundamental importância e busca o aprimoramento da Justiça do nosso país”. O desembargador Nobre ainda avaliou o 98º Encontro como de alta produtividade para a prestação jurisdicional, “nosso debate é focado na promoção de uma Justiça cada vez mais eficiente ao povo brasileiro”.

A presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins, desembargadora Ângela Prudente, também avaliou de forma positiva os dois dias de trabalho. “As deliberações realizadas no Encontro são de grande relevância para o Poder Judiciário dos estados e consequentemente para a sociedade”. A Desembargadora ainda reafirmou a satisfação em sediar o evento e receber representantes de todos os tribunais no Tocantins. “Agradeço imensamente a presença de todos em nome do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins. Para nós foi uma imensa honra recebê-los. Desde já deixo o convite permanente para que voltem ao nosso Estado”, afirmou gentilmente.

O próximo Encontro do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça será em Belém do Pará, nos dias 5,6 e 7 de junho.

Visita Esmat

Antes de retornarem aos seus estados os desembargadores e presidentes de tribunais visitaram a Escola Superior da Magistratura Tocantinense - Esmat. O grupo foi recepcionado pelo diretor Geral da Escola, desembargador Marco Villas Boas que, juntamente com a presidente do TJTO, desembargadora Ângela Prudente, apresentaram a estrutura da Escola, uma das mais modernas do país.

Os participantes do Encontro conheceram o estúdio, de onde são transmitidas as aulas telepresenciais para as 42 comarcas do Tocantins. "Temos procurado promover o aperfeiçoamento dos magistrados e a profissionalização de todo o Judiciário tocantinense", disse o desembargador Villas Boas ao falar dos cursos oferecidos pela Esmat. A Escola foi a primeira do país a ter um mestrado próprio profissional em direito, autorizada pelo Ministério da Educação. O mestrado em Prestação Jurisdicional e Direitos Humanos, é realizado em parceria com a Universidade Federal do Tocantins.

 

98º Encontro do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil

CARTA DE PALMAS

 

O Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil, reunido na cidade de Palmas-TO, durante seu 98º Encontro, no período de 27 a 29 de março de 2014, torna pública as seguintes conclusões, aprovadas por unanimidade:

 

1 - Proclamar que o apoio de todos os Tribunais à aprovação do adicional de valorização do tempo de magistratura, objeto do Projeto de Emenda Constitucional nº 63, é requisito fundamental para a afirmação da Magistratura como carreira de Estado;

 

2 - Tornar público que na apuração das receitas correntes líquidas dos Estados, sobre as quais incidem os percentuais orçamentários devidos aos Tribunais, devem ser incluídos todos os valores decorrentes de renúncias fiscais;

 

3 - Enfatizar que na implementação do processo eletrônico devem ser respeitados os sistemas já estruturados nos Tribunais, que neles investiram consideráveis recursos, sugerindo-se que sejam compatibilizados ao Modelo Nacional de Interoperabilidade - MNI;

 

4 - Ressaltar que as Escolas Judiciais devem incluir nos seus currículos conceitos de gestão de pessoas por competência, buscando produtividade e o desenvolvimento do servidor;

 

 

5 - Conclamar a importância da união da Magistratura como fator fundamental para a recuperação das prerrogativas institucionais.

 

Palmas, 29 de março de 2014.

 

Des. Milton Augusto de Brito Nobre

Presidente do Colégio Permanente de Presidentes de

Tribunais de Justiça do Brasil

 

Des. José Olegário Monção Caldas

Tribunal de Justiça do Estado da Bahia

 

Desa. Leila Maria Cavalcante Ribeiro Mariano

Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro

 

Des. Cleones Carvalho Cunha

Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão

 

Desa. Luzia Nadja Guimarães Nascimento

Tribunal de Justiça do Estado do Pará

 

Des. Leopoldo de Arruda Raposo

Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco

 

Des. Armando Sérgio Prado de Toledo

Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo

 

Des. Joaquim Herculano Rodrigues

Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

 

Des. Ney Teles de Paula

Tribunal de Justiça do Estado de Goiás

 

Des. Orlando de Almeida Perri

Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso

 

Des. José Aquino Flôres Camargo

Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul

 

Des. Francisco Lincoln Araújo e Silva

Tribunal de Justiça do Estado do Ceará

 

Desa. Maria de Fátima Moraes Bezerra Cavalcanti

Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba

 

Desa. Catharina Maria Novaes Barcellos

Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo

 

Desa. Eulália Maria Ribeiro Nascimento Pinheiro

Tribunal de Justiça do Estado do Piauí

 

Des. Aderson Silvino de Sousa

Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte

 

Des. Nelson Juliano Schaefer Martins

Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina

 

Des. José Carlos Malta Marques

Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas

 

Des. Cláudio Dinart Déda Chagas

Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe

 

Des. Ari Jorge Moutinho da Costa

Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas

 

Des. Guilherme Luiz Gomes

Tribunal de Justiça do Estado do Paraná

 

Des. Otávio Augusto Barbosa

Tribunal de Justiça do Distrito Federal

 

Des. Joenildo de Sousa Chaves

Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul

 

Des. Rowilson Teixeira

Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia

 

Desa. Ângela Maria Ribeiro Prudente

Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins

 

Des. Luiz Carlos Gomes dos Santos

Tribunal de Justiça do Estado do Amapá

 

Desa. Tânia Maria Vasconcelos Dias de Souza Cruz

Tribunal de Justiça do Estado de Roraima

 

 

MEMBROS DA COMISSÃO EXECUTIVA

 

Des. Marcus Antônio de Souza Faver

Membro da Comissão Executiva

 

Des. Marcelo Bandeira Pereira

Membro da Comissão Executiva

 

Des. Miguel Kfouri Neto

Membro da Comissão Executiva

 

Des. Caio Otávio Regalado de Alencar

Membro da Comissão Executiva

 

Des. João de Jesus Abdala Simões

Membro da Comissão Executiva

 

Desa. Marilza Maynard Salgado de Carvalho

Membro da Comissão Executiva

 

Des. Otávio Augusto Barbosa

Membro da Comissão Executiva


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