CGJUS apresenta resultados do projeto de mapeamento psicossocial

Buscando a melhoria da qualidade de vida e de trabalho no Judiciário tocantinense, por meio do projeto “Mapeamento dos Riscos Psicossociais no Trabalho e Saúde Mental”, a Corregedoria Geral da Justiça (CGJUS) realizou, nesta sexta-feira (14/12), no Fórum de Palmas, uma cerimônia para apresentação dos principais resultados da pesquisa realizada no mês de setembro.

O mapeamento é fruto do projeto Corregedoria Cidadã e visou avaliar a saúde mental de servidores e magistrados que trabalham no Fórum de Palmas. A pesquisa contou com 187 participantes e avaliou aspectos ligados à satisfação com o trabalho e às relações interpessoais no ambiente laboral. O instrumento utilizado foi o Protocolo de Avaliação dos Riscos Psicossociais no Trabalho (PROART) de Emílio Facas e participaram o levantamento, de forma voluntária e sigilosa, 79,57% do total de servidores e magistrados do Fórum de Palmas.

Os resultados foram apresentados por grupos, sendo: 1. Geral dos trabalhadores do Fórum, 2. Magistrados, 3. Oficiais de Justiça. De acordo com a pesquisa, o Fórum de Palmas tem um índice muito bom de satisfação entre os servidores e magistrados, apresentando poucas pontualidades destoantes neste cenário.

Conforme ressaltou o corregedor-geral da Justiça, desembargador Helvécio de Brito Maia Neto, durante a solenidade, os dados vão contribuir para o aprimoramento das ações relacionadas à saúde de servidores e magistrados. “Precisamos conhecer o ambiente para assim podermos tomar decisões acertadas. Graças a esse tipo de trabalho temos a informação necessária para corrigirmos eventuais problemas, pensando sempre na saúde mental das pessoas. Para isso, apostamos na adaptação do trabalho de forma a atender as singularidades”, pontuou.

Para a diretora do Fórum de Palmas, juíza Flávia Afini Bovo, a importância de se pensar no fator humano é crucial para o desenvolvimento do trabalho público. “De forma geral, quando pensamos em qualidade no trabalho, nos lembramos de modernização, boas condições físicas e organização técnica; porém, é preciso ir além e construir também uma cultura na qual os sentimentos e frustrações das pessoas sejam compreendidas. Isso melhora a qualidade de vida dos servidores e reflete na qualidade de atendimento ao público”, disse.

Avaliação

Os resultados foram expostos pela psicóloga Lilian Ghizoni, responsável pela aplicação do Protocolo de Avaliação dos Riscos Psicossociais no Trabalho (PROART). Para ela, o trabalho, na contemporaneidade, é causa de inúmeros problemas psicossociais e estudos como o realizado pelo Judiciário podem contribuir para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. “O diagnóstico dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho no Fórum de Palmas objetivou investigar as características da organização prescrita do trabalho, avaliar os estilos de gestão da organização, levantar os riscos de sofrimento patogênico e identificar os danos físicos, psíquicos e sociais decorrentes do trabalho", explicou. 

Francisca Fábia Ribeiro de Sena é servidora do Fórum há quase 30 anos e aprovou a iniciativa. Para ela, que já se aproxima da aposentadoria, o mapeamento deve ser realizado progressivamente. “Eu particularmente avaliei a instituição muito bem, pois é como eu me sinto. Contudo, problemas pontuais podem acontecer com um colega ou outro e saber no que podemos contribuir para que isso se resolva é muito bom”, comentou.

Palestra

O evento contou com a palestra “Riscos Psicossociais e Saúde Mental no Trabalho”, ministrada pelo professor, doutor em psicologia, José Roberto Heloani. Ele destacou que, segundo a OMS, até 2020, “os transtornos mentais serão a segunda maior causa de afastamento do trabalho”. Ainda conforme alertou o professor durante a palestra, “o assédio não é doença, mas gera doença”.

Sobre a pesquisa, o palestrante frisou que o levantamento  "é muito importante para se conhecer a realidade e identificar os riscos psicossociais existentes no ambiente laboral, de modo a prevenir transtornos mentais e combater práticas de assédio, agressões e violências no trabalho”.

Texto: Davino Lima / Foto: Marcos Carneiro

Comunicação TJTO


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