O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), da comarca de Araguaína, realizou, na última segunda-feira (15/04), palestra sobre Direito Sistêmico, com abordagem em Constelação Familiar. O método vem ganhando espaço no Poder Judiciário nacional em razão da técnica ter o intuito de despertar nas partes uma consciência a respeito de suas próprias emoções e percepção das causas do conflito, contribuindo para o desemaranhamento dos problemas.
A Constelação Familiar é um método psicoterapêutico que foi desenvolvido pelo alemão Bert Hellinger, ao estudar as emoções e energias que cada ser humano acumula, de maneira consciente ou inconsciente, e começou a ser utilizado no Poder Judiciário Brasileiro no auxílio à solução de conflitos pelo Juiz de Direito Sami Storch, da comarca de Itabuna, Bahia. Segundo o magistrado, após a utilização das técnicas, fica perceptível a mudança de comportamento das partes, que passam a assumir uma postura mais consensual.
Com a participação da facilitadora Sandra Brito, o curso teve como objetivo apresentar a Constelação familiar aos atores do sistema de Justiça e debater alternativas para a resolução dos conflitos. “Assim como já ocorreu com as Oficinas de Parentalidade e Círculos da Justiça Restaurativa, a partir do que preconiza o Código de Processo Civil, no artigo 165, os Cejuscs são responsáveis pelo desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição”, destacou a organizadora do evento, coordenadora do Cejusc de Araguaína, Umbelina Lopes.
A magistrada Renata Macor, titular da 2ª Vara de Família e Sucessões da Comarca de Araguaína, participou do curso e ressaltou a importância de se provomer a paz social e o desenvolvimento correto da Política de Tratamento Adequado de Conflitos. “Bert Hellinger tocado pelas suas experiências em missão, como missionário católico na África do Sul e como sábio observador da alma humana passou a desenvolver uma nova abordagem, sistêmica, das famílias. Entre as aplicações dessa nova ótica o que mais me encanta é que as constelações familiares trazem significativa melhoria nas relações familiares, interpessoais e de ambiente de trabalho”, afirmou. “Com o advento do Novo Código de Processo Civil, juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público devem estimular os métodos de solução de consensual de conflitos, por isso, com o apoio de todos, estamos iniciando mais esse projeto com a Constelação Familiar, baseado na visão de Tribunal Multiportas”, complementou.
Também participaram do curso os juízes Fabiano Ribeiro, titular da 1.ª Vara de Família e Sucessões, Cirlene Maria de Assis de Oliveira, titular da Vara de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, e Lilian Bessa Olinto, titular da 2.ª Vara Cível e Diretora do Foro; além da Promotora de Justiça Valéria Buso, da 10 ª Promotoria de Justiça de Araguaína, advogados, servidores, conciliadores e facilitadores.
Comunicação TJTO