Cassedio leva reflexão e debate sobre o Mês da Consciência Negra para os alunos da Escola Tiradentes

Fotografia colorida que mostra alunos e os palestrantes em uma mesma sala, posando para foto.

A  Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação em Todas as Suas Formas (Cassedio) promoveu, na última terça-feira (19/11), palestras sobre diversas temáticas relacionadas à  consciência negra para os(as) alunos(as) do Centro de Ensino Médio Tiradentes. 

A ação foi direcionada aos(às) estudantes dos turnos matutino e vespertino, como parte das atividades do Mês da Consciência Negra na instituição educacional. As dinâmicas foram ministradas pela servidora Maria Clara Rezende Duarte Queiroz e o estagiário Gustavo Mendes dos Santos Póvoa, que iniciaram os trabalhos com a apresentação do tema: “Direito, Justiça e Igualdade: Entendendo o Sistema de Proteção Racial no Brasil”.

Durante as palestras, o ministrantes abordaram o papel da Cassedio no Tribunal de Justiça em casos de discriminação, além de discutir conceitos como o mito da “democracia racial”, o racismo estrutural e as consequências históricas da escravização na cultura brasileira. Também foram analisadas as leis do período imperial que excluíam pessoas negras escravizadas, negando-lhes direitos de cidadania, criminalizando aspectos culturais e os impactos históricos dessas medidas na sociedade contemporânea.

Os ministrantes ainda explicaram o funcionamento do sistema de proteção racial no Brasil, destacando ações afirmativas e mecanismos jurídicos e institucionais de combate ao racismo. Além disso, foram analisados dados recentes sobre violência racial no país e discutidas maneiras práticas de como ser antirracista no contexto atual. 

Ao final, como forma de proporcionar aprendizado, conscientização e fortalecimento de uma educação mais inclusiva, foram apresentadas obras e autores(as) negros(as) brasileiros(as) e africanos(as), como Djamila Ribeiro, Cida Bento, Conceição Evaristo, Abdias do Nascimento, Chimamanda Ngozi Adichie, entre outros, para enriquecer o repertório cultural dos(as) estudantes.

A presidente da Cassedio, desembargadora Ângela Issa Haonat, destacou a importância de ações como essa, que promovem um judiciário mais próximo de todos e todas, além de demonstrar uma justiça que vai além de processos e trâmites judiciais. “É interessante observar o empenho de nossos(as) servidores(as) e estagiários(as) nesses momentos de reflexão. Conscientizar e educar a sociedade sobre respeito a todas as raças, religiões e diferenças coopera para que possamos construir um futuro harmônico, e devemos começar pelos jovens, para que se tornem adultos conscientes e responsáveis”, pontuou. 


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