Aula inaugural do curso de corte e costura marca lançamento do Projeto Malha Social no Tocantins

Fotos: Ednan Cavalcanti Fotografia colorida que mostra um homem costurando, sentando, e outro homem em pé observando. O homem sentado usa camiseta verde, o homem em pé usa terno e gravata

Na manhã desta quarta-feira (18/9), o Escritório Social, em Palmas, realizou a aula inaugural do curso de corte e costura do Projeto Malha Social. A iniciativa é fruto de uma parceria com a Receita Federal e a Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju), que doa peças de vestuário apreendidas para serem descaracterizadas e, posteriormente, destinadas a fins sociais.

O coordenador do Escritório de Palmas, Leandro Bezerra de Sousa, explica como funciona o processo de descaracterização: "Essas roupas são doadas pela Receita Federal, porque foram apreendidas por não estarem legalmente no mercado. Aqui, nós retiramos as marcas e damos uma nova destinação a elas, seja por meio de doações ou comercialização com fins sociais. Antes, esses produtos eram incinerados", destaca a relevância social do projeto.

Para além do curso de corte e costura, o Escritório Social buscar a  implementação de um centro de inclusão digital, com o objetivo de atender as demandas dos(as) egressos(as) do sistema prisional, como a criação de currículos, realização de cursos profissionalizantes e emissão de documentos online.

Allan Martins , juiz da Vara de Execuções Penais de Palmas, falou sobre o impacto positivo que ações como essa têm na sociedade. “Eu acredito muito no poder desse trabalho. Lidar com pessoas e construir algo em prol da coletividade pode transformar a execução penal. Estamos superando mentalidades violentas que só geram mais violência. Com esse projeto, podemos gerar estabilidade social e oferecer uma nova chance a quem precisa."

Francine de Paula, coordenadora do Conselho Nacional de Justiça,  destacou a importância do Escritório Social de Palmas, que já é referência nacional. “É uma grande satisfação estar aqui. Palmas é um exemplo no trabalho com inclusão social, oferecendo oportunidades reais de ascensão para as pessoas envolvidas."

Fotografia colorida que mostra uma mão masculina, tatuada, costurando uma camiseta

Oportunidade a quem precisa

Davi da Silva, um dos participantes do curso, compartilhou sua experiência: "Estamos sendo acolhidos para voltar à sociedade de cabeça erguida, com a oportunidade de aprender coisas novas. Esse curso é só o começo, e tenho certeza de que muitas coisas boas virão".

O Escritório Social é uma parceria entre o Tribunal de Justiça do Tocantins e a Secretaria de Cidadania e Justiça. Com equipes multidisciplinares, ele oferece apoio aos egressos do sistema prisional e seus familiares, ajudando com retirada de documentos, acesso à saúde, educação e oportunidades de trabalho. Além disso, o termo de cooperação assinado com a Receita Federal reforça o compromisso de transformar produtos apreendidos, que não podem ser comercializados, em doações para a população tocantinense.

Fotografia colorida de três homens brancos, de terno e gravata posando pra fotos. Ao fundo, camisetas estão expostas.

 

Oficina de Corte e Costura

O Projeto “Malha Social” tem o objetivo de beneficiar pré-egressos(as), egressos(as) do Sistema Prisional e seus familiares, bem como pessoas em situação de vulnerabilidade social, com cursos profissionalizantes de corte, costura e customização. A primeira turma de cursistas começa as atividades nesta quarta-feira (18/9).

O espaço onde as aulas serão realizadas, localizado no Escritório Social de Palmas – na 812 Sul, em Palmas - , foi inaugurado em junho deste ano, tendo sido construído e equipado com recursos destinados pelo Poder Judiciário do Tocantins. No local, peças de vestuários apreendidas pela Receita Federal serão descaracterizadas e depois receberão destinação social.

Autoridades presentes

Secretário da Cidadania e Justiça (Seciju), Deusiano Amorim; Delegado da Receita Federal. Dr. Ricardo Wagner Magalhães; Assessor de Coordenação do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), Poliano Mendes; Juiz da 4º Vara Criminal e de Execuções Penais, Allan Martins Ferreira; Coordenadora do Eixo 3 do Programa Fazendo Justiça, Francine de Paula; Defensora Pública, Napociane Póvoa; Presidente do Conselho da Comunidade, Maykilene Nunes.


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