Caminhos da Justiça: Augustinópolis inaugura trabalho remoto nesta segunda-feira, 3

Durante a edição do projeto "Caminhos da Justiça" na Comarca de Augustinópolis, na manhã desta quinta-feira (30/07), o presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO),desembargador Ronaldo Eurípedes, transmitiu aos servidores e ao Juiz Jefferson David Asevedo Ramos, diretor do foro, seu entusiasmo pelo pioneirismo da comarca em implantar o trabalho remoto no Poder Judiciário tocantinense. “Vocês serão os primeiros do Tocantins; os erros e acertos serão compartilhados, pois Augustinópolis é a primeira comarca a ser auxiliada por servidores de outras comarcas”, afirmou o desembargador.

O presidente anunciou que os servidores de Augustinópolis, comarca por onde tramitam atualmente mais de 6,2 mil processos, a partir de segunda-feira (3/8), passarão a ser auxiliados por servidores das comarcas de Xambioá, Figueirópolis e Paranã, que registram menores números de processos distribuídos.

Conforme o presidente, esta é uma das medidas que integra uma série de mudanças que começam a ser implantadas no Judiciário do Tocantins para aumentar a produtividade e melhorar a prestação jurisdicional ao cidadão. “Não vim aqui pra cobrar vocês. Adoto a máxima de que o passado deve ser página virada, estamos aqui para dividir a responsabilidade de colocarmos o Judiciário do Tocantins entre os melhores do país”.

Além do trabalho remoto, o presidente apresentou aos servidores outros projetos que também focam o trabalho remoto, a  exemplo da Secrim (Secretaria das Varas Criminais) que funciona na capital e as Contadorias Judiciais Unificadas (COJUN) que reunirá, remotamente, sob a tutela da Diretoria Judiciária do TJTO, os contadores judiciais de todas as comarcas.

O coordenador de Gestão Estratégica, Estatística e Projetos, José Eudacy Feijó de Paiva lembrou, ao apresentar números do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o Judiciário tocantinense, que as medidas anunciadas pelo presidente e as sugestões que a comarca vai apresentar à gestão do TJTO visam dar a direção e apontar os caminhos "para atingir a visão de estar entre os melhores tribunais de justiça e ser reconhecido como o mais moderno, célere e eficaz".

A fórmula, conforme o coordenador, deverá diminuir a diferença entre as despesas do Judiciário e a quantidade de processos baixados, dois dos indicadores computados pelo CNJ. "As despesas precisam aumentar com investimentos em inovações tecnológicas e condições de trabalho, mas é preciso também aumentar a produtividade, porque há força de trabalho suficiente, embora esteja mal equalizada", pontuou.

A comarca formou uma comissão que irá apresentar outras sugestões para o relatório final do projeto “Caminhos da Justiça”, mas durante o encontro, oficiais de Justiça relataram a dificuldade em localizar pessoas em processos por conta de qualificação insuficiente nos autos vindos das delegacias. A sugestão é que fosse instruída aos órgãos investigadores uma melhor qualificação das partes.

A justificativa é que no interior as pessoas são mais conhecidas por apelidos e filiação. Um oficial de Justiça da comarca exemplificou que de 20 mandados ele só conseguiu identificar e localizar apenas 8, o que, segundo ele, afeta a celeridade processual.

 Lailton Costa - Cecom/TJTO

Fotografias: Rondinelli Ribeiro- Cecom/TJTO


Fechar Menu Responsivo
Busca Processual Jurisprudência Diário da Justiça
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.