Aperfeiçoamento da pauta de mediação com empresas privadas e obrigatoriedade de audiência de conciliação são destacadas em seminário

“É necessário aperfeiçoar as pautas de conciliação e mediação junto a empresas privadas”, afirmou a servidora Andrezza Gaglionone Passani em sua palestra “Resolução de Conflitos com Grandes Empresas”, no III Seminário sobre Políticas Públicas de Tratamento Adequado de Conflitos e no IV Encontro dos Centros Judiciários de Solução de Conflitos (Cejuscs), nesta quinta-feira (17/10), no Auditório do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO).

Coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos (Cejuscs-Jec) de Brasília, Andrezza lembrou que os Cejuscs são verdadeiros centros de cidadanias e que as empresas podem e devem aprender a solucionar e repensar as divergências, assim como suas políticas internas.

"Por vezes, como consumidores, somos jogados de um lado para o outro e quase sempre isso acaba no Judiciário. E se nós ensinarmos as empresas como suas posturas trabalham para o aumento de um marketing significativo de propaganda negativa, que traz impactos desfavoráveis para a sua economia, e também para uma perda de clientes e altos custos operacionais, elas mesmo vão desejar conciliar", ponderou a servidora.

"Nós nos comprometemos, enquanto conciliadores, com os clientes, que são os cidadãos, e temos que traçar estratégias para solucionar, da maneira mais empática possível, os seus conflitos", disse o coordenador do Núcleo de Apoio às Comarcas (Nacom), juiz Rodrigo Peres Araújo, que ainda conversou com o público sobre a liquidez das relações empresariais e pessoais, ao abrir a mesa da palestra da magistrada.

Ao abordar o tema "Obrigatoriedade das Audiências do Artigo 334 do Código Processual Civil (CPC) nos Cejuscs", na 5ª palestra da manhã, a juíza Lucicleide Pereira Belo, coordenadora do Nupemec do Piauí, destacou que a obrigatoriedade de audiências de conciliação no começo do processo foi uma ideia revolucionária, muda mitos e atua para o aumento da cultura da conciliação e mediação. "Nós precisamos restabelecer o diálogo. Quem tem a opção de não querer a audiência da conciliação são as partes, não o juiz.", frisou a magistrada.

Coordenada da mesa em que a palestra foi ministrada, a juíza Umbelina Lopes Pereira, coordenadora do Cejusc de Araguaína, destacou emocionada que a conquista do tema é enorme, além de afirmar que, no período em que esteve à frente do Nupemec, durante três anos e meio, alcançou um momento divisor de águas, cuja experiência mudou a sua vida.

“O trabalho é disseminar e já estamos numa caminhada de conquistas. Tudo está muito vivo e dinâmico no tratamento adequado de soluções de conflitos, e como foi importante a edição da norma ao torná-la obrigatória", disse Umbelina.

Texto: Natália Rezende / Foto: Edinan Cavalcanti

Comunicação


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