Alunos do CEI entregam roupas, alimentos, brinquedos e calçados na Aldeia Lankraré, da entnia Krahô-Kanela, em Lagoa da Confusão

A aldeia Lankraré, da entnia Krahô-Kanela, comunidade localizada na zona rural do município de Lagoa da Confusão, foi beneficiada com a entrega das arrecadações feitas por crianças, papais, mamães vovós e toda a equipe pedagógica do Centro de Educação Infantil Nícolas Quagliariello Vêncio do Tribunal de Justiça do Tocantins (CEI/TJTO), nesta quinta-feira (24/10). A iniciativa surgiu das próprias crianças após assistirem ao vídeo da aldeia sendo devastada pelo fogo.

O total de arrecadações entregues foi de 586 peças de roupas, 71 calçados e 32 brinquedos, além de cestas básicas com diversos tipos de alimentos. Os indígenas receberam também 45 mudas de espécies nativas do Cerrado, doadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Palmas.

O centro de ensino contou com a participação direta do titular da Comarca de Cristalândia, juiz Wellington Magalhães, que destacou que o momento foi de muita emoção. “Tudo isso só foi possível a partir da sensibilidade das crianças com a causa tão nobre. O cerrado queimou em chamas e essa gente perdeu o pouco que já tem. E de onde nasce um gesto de solidariedade? Dessas crianças que clamaram: precisamos fazer algo! Nós adultos jamais devíamos perder esse sentimento de amor e solidariedade. Foi emocionante”, afirmou o magistrado.

Para a coordenadora do CEI, Luciana Carvalho, a experiência foi única, pois “conhecê-los pessoalmente foi muito significativo já que só conhecíamos os povos Krahô-Kanela de estudos e imagens. E foi emocionante ver como eles ficaram encantados com as doações, assim como ver as nossas crianças empolgadas e interagindo naturalmente com as crianças indígenas”.

Foram também ao local integrantes da equipe pedagógica do CEI, três mães e duas avós, cinco crianças da turma de quatros anos. Os alunos Angelina Maciel Ismael, Antonela Gonzaga da Silva Maciel, Giovana Santa Cruz Mendes, Jorge Miguel Leal Voltolini e Yan Rômulo Ribeiro Oliveira Júnior compartilharam a experiência com outros colegas, cantando e dançando músicas que aprenderam na aldeia Lankraré.

“Nós aprendemos uma música. Eu ensinei para a minha mamãe à noite”, disse a aluna Giovana Santa. “Eu gostei muito, pois brinquei com as crianças indígenas”, afirmou a aluna Angelina Maciel.

Texto: Natália Rezende / Fotos: Divulgação

Comunicação TJTO

 

 


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