Abertura do V Fórum Tocantinense de Tecnologia da Informação destaca incremento da prestação jurisdicional através da inteligência artificial

O uso da inteligência artificial aliado ao desenvolvimento da prestação jurisdicional através dos avanços tecnológicos foi um dos pontos discutidos durante a abertura do V Fórum Tocantinense de Tecnologia da Informação na manhã desta quarta-feira (04/9), no auditório da Escola Superior de Magistratura Tocantinense (Esmat).

O evento, que é uma iniciativa do programa de pós-graduação stricto sensu Mestrado Profissional em Modelagem Computacional de Sistemas da Universidade Federal do Tocantins (UFT) em parceria com o TJTO, por meio da Esmat, tem como objetivo oportunizar aos participantes acesso aos estudos recentes nas áreas que envolvem a Tecnologia da Informação no Tocantins.

A palestra de abertura foi ministrada pelo professor doutor Paulo Rodrigo Cavalim, que conversou com os participantes sobre a “Aprendizagem de Máquina: o que é e uma visão sobre o cenário atual e aplicações”. O especialista em ciência da computação e pesquisador na IBM Research - Brazil ressaltou o aumento da procura no mercado por profissionais que atuem na área de inteligência artificial, e também sobre a responsabilidade das pesquisas nos avanços conquistados pelas áreas de tecnologia.

Segundo Cavalim, as redes neurais já são utilizadas em várias aplicações diárias, seja em pesquisas ao utilizar o Google como a ferramenta de tradução, e até mesmo no feed das redes sociais. As aplicações da inteligência artificial estão no dia-a-dia. E lembrou ainda que a aprendizagem de máquina auxilia hoje na seleção de corte de madeira e nas áreas médicas, como nas imagens de detecção automática de câncer, e pode propiciar maior segurança na impressão digital, reconhecimento de manuscritos e de faces e da íris.

O professor alertou que os profissionais devem se preocupar como futuro agora e também se adaptar aos novos desafios com foco no mercado corporativo, que tem muita expectativa e é célere. “Cada vez mais procurada, a Inteligência Artificial controla a parte científica e industrial. O reconhecimento de objetos de imagem, por exemplo, hoje já existem sistemas que possuem performances melhores do que humanos.”

“O crescimento e a competição trazem impacto para a rede neural, pois nos auxiliam a resolver problemas complexos. E, para isso, o avanço em pesquisa foi fundamental. Para que hoje tenhamos bases de dados disponíveis, ferramentas, bibliotecas e a colaboração mútua. O ganho de desempenho é enorme. E tudo isso trás um impacto para a sociedade, sobretudo nas mudanças de emprego”, finalizou.

Cortes no ensino, ciência e pesquisa

Os cortes do governo federal em ensino, ciência e pesquisa foram levantados nos debates propostos pela mesa composta pelo diretor-geral do TJTO, Jonas Demóstenes Ramos, o 2º diretor adjunto da Esmat, Juiz José Ribamar Mendes Júnior, o coordenador do Fórum, professor doutor George França Dos Santos, o reitor da UFT, Luis Eduardo Bovolato, e o presidente da fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Tocantins, Márcio Antônio da Silveira.

O diretor-geral do TJTO lembrou os avanços tecnológicos no Judiciário tocantinense. “Somos equipe e nada se faz isoladamente. A tecnologia é indispensável para melhorar nossas condições de vida. Somos responsáveis pela construção do Tocantins, que já se tornou destaque em tecnologia”.

Marcio Silveira lembrou das parcerias firmadas com o desembargador Marcos Vilas Boas, sendo que as parcerias refletem dentro da sociedade. “Em tempos tão sombrios, para a ciência, tecnologia e educação, se criam parecerias e discutimos tecnologia da informação, precisamos de um exército de cientistas, com finalidade de fazer as pessoas mais felizes e deixá-las mais informada”.

Bovolato garantiu que, para elevar o patamar no Estado do Tocantins, parcerias devem ser consolidadas de forma exitosa e produtiva, ampliando o leque de atuação. “É lamentável o que estamos vivendo, mas, como instituição, devemos levar parcerias como esta à frente. Este belíssimo trabalho acolherá a Universidade. Soberania sem educação e conhecimento não existe.”

Robô e a integração da comunidade surda

Oportunizando integração da comunidade surda, o evento foi traduzido para a linguagem de sinais. E os alunos do curso de Letras Libras da UFT se emocionaram com a apresentação de um robô programado para exercer a linguaguem.

Ao fim, foram expostos trabalhos de mestrado desenvolvidos por alunos da Esmat e um vídeo dos 15 anos da escola. Participaram também magistrados e servidores do Poder Judiciário, acadêmicos dos programas de mestrado em Modelagem Computacional de Sistemas, acadêmicos dos cursos de graduação em Tecnologia, professores, profissionais, integrantes do sistema de Justiça e membros da sociedade em geral.

Texto: Natália Rezende

Fotos: Edinan Cavalcante

 


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