54ª edição do Fórum Nacional de Juizados Especiais encerra com Carta de Cuiabá

Divulgação Fotografia colorida onde dois homens e uma mulher estão sentados lado a lado atrás de uma mesa preta com um telão branco de fundo, onde estão refletidos casas, instrumentos musicais e um Padre com uma criança. Abaixo, o nome do evento.

A 54ª edição do Fórum Nacional de Juizados Especiais (Fonaje) encerrou nesta sexta-feira (29/11), com a leitura da Carta de Cuiabá (leia a íntegra no final do texto).

O evento teve início no dia 27/11 e contou com a participação da juíza Ana Paula Brandão Brasil e do juiz Deusamar Alves Bezerra, ambos representando o Poder Judiciário do Tocantins.

 No encerramento, o presidente do Fonaje, juiz Fernando Ganem, o vice-presidente, juiz Antônio Ubaldo e a secretária, juíza Patrícia do TJMG, apresentaram a Carta de Cuiabá. A cerimônia foi organizada pelo Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais do Mato Grosso e pela Escola Superior da Magistratura do Estado de Mato Grosso (Esmagis-MT).

Com o tema “A Prevalência da Lei n. 9.099/95 face ao Cenário Jurídico Atual”, o evento acontecia desde o dia 27/11 de forma híbrida, com transmissão ao vivo no YouTube.

Realizado no Plenário Desembargador Wandyr Clait Duarte, no edifício-sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso(TJMG), em Cuiabá, o evento reuniu magistrados(as), advogados(as), integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública, servidores(as) e outros operadores do Direito no país, e teve o objetivo de debater os desafios e avanços no âmbito dos Juizados Especiais. 

Carta de Cuiabá 

A Carta de Cuiabá tem o objetivo de: 

Reafirmar a relevância da Lei 9.099/95 como marco fundamental e constitucional de acesso à justiça - que estabelece princípios indispensáveis  do Sistema dos Juizados Especiais.

Destacar a importância da efetividade da execução no âmbito dos Juizados Especiais e enfatizar a necessidade de implementação de medidas práticas e inovadoras capazes de superar os entraves processuais e garantir o cumprimento das decisões judiciais com maior eficiência e equidade.

Exortar os Tribunais de Justiça a intensificarem o uso da tecnologia e da inteligência artificial, assegurando a celeridade e a acessibilidade processual e a promoverem a fiel observância dos princípios fundamentais consagrados pela Lei 9.099/95.

Reconhecer a importância da resolução consensual de conflitos, com destaque à integração de métodos locais - como a "negociação coletiva dialogal", que se apresenta como instrumento valioso para o aprimoramento do sistema judicial e para a promoção de maior justiça e eficácia social.

Alertar para a necessidade urgente de combate à prática da litigância predatória, propondo a utilização de ferramentas de inteligência artificial e de estratégias preventivas eficazes com vistas a coibir abusos que comprometem o adequado funcionamento do sistema judicial.

Sugerir a criação e a implementação de precedentes judiciais das Turmas Recursais, de forma a fortalecer a uniformidade, a estabilidade e a previsibilidade das decisões no âmbito dos Juizados Especiais e conferindo maior segurança jurídica ao Sistema dos Juizados Especiais.

 


Fechar Menu Responsivo
Busca Processual Jurisprudência Diário da Justiça
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.