Painel final do Seminário de Gestão Pública aborda equilíbrio entre esferas de responsabilização e reformas legais

Rondinelli Ribeiro A foto mostra o auditório do Tribunal de Justiça do Tocantins durante o Seminário Gestão Pública: Boas Práticas, Governança e Probidade. No centro do palco, dois homens estão sentados em poltronas pretas, cada um com uma mesa lateral de apoio com copos de água.  À esquerda, está João Paulo Landim Macedo, usando terno escuro, camisa azul e óculos, segurando um bloco de anotações sobre o colo. À direita, o juiz auxiliar da Presidência do TJTO, Ariostenes Guimarães Vieira, também de terno escuro, gravata bordô e microfone na mão, enquanto fala ao público.  Ao fundo, um grande telão ocupa toda a parede com o layout visual do evento, em tons de azul, roxo e laranja, com setas apontando para cima. No topo, lê-se o título “Gestão Pública: Boas Práticas, Governança e Probidade”

O juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), Arióstenis Guimarães Vieira, foi debatedor do painel de encerramento do seminário Gestão Pública: Boas Práticas, Governança e Probidade, realizado nesta terça-feira (25/11), no auditório do TJTO.

Com o tema “Equilíbrio na responsabilização das diversas instâncias: improbidade reformada e os desafios do poder sancionador”, o auditor de Controle Externo e assessor especial da 5ª Relatoria do TCETO, João Paulo Landim Macedo, apresentou a diversidade de instituições responsáveis pelo controle da administração pública e os desafios jurídicos decorrentes dessa multiplicidade.

Landim explicou como o sistema jurídico tem respondido às mudanças trazidas pela Lei nº 14.230/2021 (nova Lei de Improbidade Administrativa) e pela Lei nº 13.655, que alterou a LINDB. Ele destacou mecanismos que evitam conflitos entre esferas de responsabilização e reforçou a importância do princípio que diferencia improbidade, crime e infração administrativa.

No período da tarde, foram realizados outros dois painéis. “A nova lei de improbidade administrativa: necessidade de dolo, tipicidade e casos mais frequentes”, ministrado pelo promotor de Justiça do MPTO, Vinícius de Oliveira e Silva, com debate conduzido pelo também promotor Pedro Evandro de Vicente Rufato.

Na sequência, o procurador da Fazenda Nacional, Matheus Carvalho, apresentou o painel “Adesão à ata de registro de preços à luz da nova Lei de Licitações”, que teve como debatedora a diretora do Foro de Palmas, juíza Flávia Affini Adorno.

O evento, realizado pelo TJTO, por meio da Escola Superior da Magistratura (ESMAT), em parceria com o Tribunal de Contas do Estado (TCETO) e Ministério Público Estadual (MPTO), sob a coordenação do juiz auxiliar da Presidência, Ariostenis Guimarães Vieira.

“Um dos objetivos deste evento foi compartilhar informações práticas, teóricas e experiências. Estamos com o dever cumprido. A desembargadora Maysa Vendramini Rosal, presidente deste tribunal, determinou que estabelecêssemos um diálogo permanente, franco e transparente com as instituições. Uma cooperação sólida e técnica, respeitando a transversalidade dos diversos olhares sobre o tema. Foi isso que nos norteou na realização do plano pedagógico deste evento”, concluiu o magistrado.

Exposição de Arqueologia destaca patrimônio tocantinense no TJTO

Paralelo ao Seminário de Gestão Pública, o espaço Inovassol do TJ recebeu uma exposição do Núcleo Tocantinense de Arqueologia (NUTA/Unitins), que completa 26 anos de atuação em 2025.

Os(as) visitantes puderam conhecer achados arqueológicos encontrados no estado e apreciar peças produzidas por povos indígenas tocantinenses. Entre os destaques, as bonecas Ritxoko, confeccionadas pelas mulheres Karajá e reconhecidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, reforçando a preservação da memória, da identidade e das tradições ancestrais da região.


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