O Poder Judiciário do Tocantins participou, nos dias 24 e 25 de novembro, o IV Encontro Nacional da Rede de Inteligência do Poder Judiciário, realizado em Natal (RN). O evento reuniu magistrados(as), servidores(as) e especialistas dos quatro ramos da Justiça (Estadual, Federal, Trabalhista e Eleitoral) em um espaço estratégico de cooperação, inovação e aprimoramento da gestão de precedentes e de ferramentas tecnológicas.
Pelo Tocantins, participaram o desembargador Adolfo Amaro Mendes, presidente do Grupo Decisório do Centro de Inteligência do Núcleo de Gerenciamento de Precedentes (Cinugep), o juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) e coordenador do Cinugep, Esmar Custódio Vêncio Filho, e a juíza Silvana Maria Parfieniuk, representando o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO).
”Este encontro teve grande relevância, pois o papel dos Centros de Inteligência vem se tornando cada vez mais estratégico para o aprimoramento da prestação jurisdicional, especialmente no enfrentamento de demandas abusivas e repetitivas”, destacou o desembargador Adolfo Amaro.
“Nós tivemos dois dias de programação intensa, com a apresentação de boas práticas e experiências de diversos tribunais, especialmente em iniciativas que fortalecem a celeridade da Justiça. Foi uma troca muito enriquecedora, e identificamos várias ações que podem ser incorporadas ao Cinugep do TJTO”, enfatizou o juiz Esmat Custódio.
A juíza Silvana Parfieniuk reforçou que o evento foi voltado para a segurança institucional com foco nos centros de inteligência do Poder Judiciário. “Com palestras muito esclarecedoras e apresentação de boas práticas altamente inspiradoras para aprimoramento das ações voltadas para essa temática, tanto no âmbito do TJ quanto no TRE”, ressaltou.

Ferramenta de transformação
O ministro Sérgio Kukina, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), abriu o evento e destacou a Inteligência Judicial como ferramenta de transformação do Poder Judiciário e ressaltou a necessidade de supervisão humana no uso das tecnologias.
Ao longo dos dois dias, a programação incluiu palestras, painéis e oficinas temáticas, com foco especial no enfrentamento às demandas abusivas, no uso de tecnologias para detecção de litigância anômala e na cooperação interinstitucional para qualificar a prestação jurisdicional.
Iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com a Rede Potiguar de Cooperação e Inteligência Judiciária (RPCIJ), o encontro reforçou o caráter colaborativo da rede nacional de inteligência judicial.