“Ficou muito mais fácil, porque agora você pede o relatório mensal no e-Proc e já vêm todos os atos praticados; a única coisa que temos que inserir é a produtividade do magistrado”. O depoimento da servidora Claúdia Biazonoto, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Palmas, reflete bem a nova realidade dos 197 servidores, entre escrivães e secretários de Fórum, que percebem, na prática, os resultados da simplificação do processo de preenchimento de dados dos Mapas Estatísticos. Ouvindo a reivindicação de magistrados e servidores durante as visitas do projeto Caminhos da Justiça pelas comarcas da Capital e do interior, o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) promoveu uma reformulação nos procedimentos de respostas aos itens contidos nos Mapas Estatísticos e garantiu a otimização dos trabalhos judiciais e cartorários no Estado.
Dos 145 itens que eram inseridos e conferidos de maneira manual, mensalmente, pelos escrivães, 95 foram suprimidos e, boa parte do processo agora é calculada automaticamente pelo sistema e-Proc. “Antigamente o processo todo era feito à mão, o que acabava sendo bastante demorado, trabalhoso, oneroso e sujeito a inconsistências, já que a conferência era manual”, explica o coordenador de Gestão Estratégica, Estatística e Projetos do TJTO, José Eudacy Feijó de Paiva. “Automatizando o processo, o Judiciário deu mais rapidez, transparência e precisão dos dados apresentados”, ressaltou.
De acordo com a Coordenadoria, foram suprimidos itens relacionados ao andamento de processos, remessas, custas e taxa judiciária. Após a reformulação, apenas os atos do magistrado devem ser preenchidos manualmente, com informações como número de sentenças com ou sem resolução de Mérito, decisões, audiências, autos conclusos e precatórias devolvidas no mês. Um dos principais resultados da redução de 66% no quantitativo de itens do relatório é que o trabalho que normalmente demorava cerca de uma semana para ser concluído, agora fica pronto em apenas um dia. “Embora o e-Proc fornecesse a maioria dos dados, tínhamos que fazer a contabilidade manual. Sem essa contagem, o tempo de trabalho é reduzido e o resultado é mais preciso”, destacou a servidora Cláudia, que agora pode se ocupar de outros afazeres na vara em que atua.
Paula Bittencourt – Cecom TJTO
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