“Abraço de Dinossauro – A perda de um filho revela o amor eterno” é lançado no Tribunal de Justiça

Um depoimento emocionado do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ronaldo Eurípedes, marcou o lançamento nesta quarta-feira (17/6), no hall do TJTO, do livro “Abraço de Dinossauro – A perda de um filho revela o amor eterno”, de autoria do juiz auxiliar da Presidência, Esmar Filho. O desembargador considera a obra “mais que um exemplo, um modelo de vida. O livro passa para cada um de nós, homens e mulheres de sensibilidade, um grande ensinamento.”
O lançamento aconteceu juntamente com a sessão de autógrafos de obras técnicas do professor doutor Freddie Didier sobre o novo Código de Processo Civil, que entrará em vigor em março do próximo ano. Um grande público prestigiou o acontecimento, formando duas longas filas para receber o autógrafo dos autores.

O livro

De uma perda irreparável à superação, esse é o enredo do livro "Abraço de Dinossauro - A perda de um filho revela o amor eterno". Nas páginas, o autor, juiz Esmar Custódio Vêncio Filho, relata o drama pessoal vivido após o filho de apenas três anos sofrer um acidente em dezembro de 2009. A obra traz as dificuldades e também o aprendizado durante 120 dias em que a criança passou internada em Unidade de Terapia Intensiva para o tratamento sem sucesso de traumatismo craniano.
"Eu ficava muito ansioso por informações, eu não sabia como seria o dia de amanhã. O prontuário já demonstrava a grave situação, mas eu queria saber como iria funcionar o meu dia a dia como pai de paciente, o que eu deveria fazer. Pesquisei e não encontrei nada a respeito e esse foi um dos motivadores para que eu escrevesse o livro", explica o autor.
Dedicado juiz de direito, Esmar Custódio discorre, de forma sensível, a trajetória de dor e superação em capítulos como: O começo da luta; Penosa rotina; O difícil e lento retorno à vida; Sonhos; Superação, e outros que trazem uma visão especial sobre o viver bem o hoje, o agora. A leitura surpreende e emociona. São relatos de um pai com o objetivo de auxiliar, mesmo que minimamente, quem esteja passando por situação semelhante.
"É uma história triste, mas verdadeira. Eu não quero melancolia, mas sim, que as pessoas se encham de esperança e conquistem a superação. Segui meu coração e fui transcrevendo para o papel", afirma o magistrado.
Nicolas era o único filho do autor, ele tinha apenas três anos de idade quando sofreu um acidente automobilístico, vindo a falecer após dias de internação. "Escrever esse livro também é uma forma de homenagear meu filho e demonstrar que o amor é eterno", concluiu.

Luiz Pires e Kézia Reis – Cecom/TJTO


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